Forte do Vigia - Fortaleza Duque de Caxias
 

Privilegiado com a mais bela vista da entrada da baía de Guanabara e da praia de Copacabana, o Forte do Leme oferece aos seus visitantes uma suave caminhada ecológica de 800 metros através da Área de Proteção Ambiental do Leme, onde o contato com a natureza, o ar puro, a fauna e a flora exuberante tornam o passeio ainda mais agradável. A estrada de acesso ao Forte, pavimentada com paralelepípedos, abriga hoje 15 estações da Via Sacra relembrando o caminho de Jesus Cristo até o calvário e, mensalmente, na primeira 6ª Feira, às 15h, é aberta à visitação pública.

A importância da localização física do Morro do Leme para a defesa do litoral do Rio de Janeiro era assinalada desde o início do século XVIII.

O Forte do Vigia, como era conhecido por cumprir a missão de vigiar e avisar a aproximação de navios, era apontado como uma barreira para os estrangeiros que tentassem invadir a cidade pelo Morro da Babilônia. Construído de 1776 a 1779, sua linha de defesa terminava com um imponente portão de pedra existente até hoje, em forma de arco, na ladeira do Leme.

O Forte só foi artilhado em 1823, após a nossa Independência, pelo receio de um ataque da esquadra portuguesa e, com o advento da República, o Governo percebendo a necessidade de melhor defender a Baía de Guanabara, tomou a decisão de construir o Forte do Leme sobre as ruínas do Vigia, iniciando-se as obras em 1913, sendo Presidente da República o Marechal Hermes da Fonseca.

Na Revolta dos "18 do Forte Copacabana", em julho de 1922, o Forte do Leme foi sede do Estado-Maior do Comando das Forças em operações contra os revoltosos, tendo sido atingido com dois tiros de canhão, vindos daquele Forte. O primeiro disparo destruiu parte dos refeitórios dos Oficiais e das Praças, matando quatro Praças e ferindo várias outras; o segundo disparo danificou apenas a murada do Setor de Oeste (SO), sem causar vítimas.

Em 1924, o Forte teve o seu “batismo de fogo” ao disparar contra o Encouraçado São Paulo, da Marinha do Brasil, que havia se rebelado contra o Governo de Artur Bernardes. Em 1930, seus obuseiros voltaram a abrir fogo, desta vez contra o navio alemão Baden, que deixava a Baía de Guanabara sem a devida autorização.

A história militar do Forte do Vigia/Duque de Caxias está repleta de acontecimentos; seus integrantes participaram ativamente na Revolução de 1932, na Intentona Comunista de 1935, no Movimento de 1938, na 2ª Guerra Mundial e na Intervenção do Cruzador Tamandaré, em 1955.

Em agosto de 1935, o Forte do Leme ganhou o nome de Forte Duque de Caxias, por decreto do Presidente Getúlio Vargas e, em 1965, foi desativado, passando a receber em suas instalações o Centro de Estudos de Pessoal (CEP), estabelecimento de ensino do Exército Brasileiro, voltado para o estudo e a pesquisa na área do comportamento humano.

Conhecer o Forte Duque de Caxias é apreciar um pouco da rica história e da cultura da cidade maravilhosa, bem como de seus encantos.

Endereço: Praça Almirante Júlio de Noronha, s/nº - Leme
Rio de Janeiro / RJ - Cep: 22010-020.

Visitação: sábados, domingos e feriados das 9h às 17h. Aos domingos, em dois horários, 10 h e 15 h, é possível fazer a subida motorizada, ficando disponibilizado para os visitantes, ao preço de R$ 2,00,  um veículo tipo Van, com capacidade de 14 lugares.

Ingresso: R$ 4,00, sendo isentos os maiores de 65 e os menores de 10 anos. Não haverá isenção da taxa de utilização da viatura.

Para maiores informações, faça contato pelos
telefones (21) 3223-5076 / 3223-5034 ou  pelo email: cep.comsoc@yahoo.com.br

 
 
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