Ensaio
 
A força de uma raça

Era o dia 18 de abril de 1648. Mais de 4 mil holandeses avançam para o Sul, vindos do Recife. Na passagem, eliminam um pequeno posto inimigo na Barreta. Os poucos sobreviventes acorrem ao Arraial Novo do Bom Jesus – Quartel-General da resistência pernambucana –, onde relatam o incidente.

O comando rebelde ordena a marcha na direção do inimigo. Reunido em Ibura decide: "rumo aos Outeiros Guararapes". Sem tempo sequer para jantar, cerca de 2 mil homens preparam-se para o combate, nutridos pela certeza do improvável: bater uma força material e numericamente superior em batalha decisiva. Partem, lutam e vencem.

Prodígio de criatividade, ousadia e bravura a 1a Batalha dos Guararapes é mais do que um memorável feito militar de nossos antepassados. Neste duelo, em que o Davi caboclo abateu o Golias estrangeiro assentam-se as raízes da Nacionalidade e do Exército brasileiros, que caminham juntos há 350 anos.

No interior da igreja repousam os restos mortais de Fernandes Vieira e Vidal de Negreiros

Para se ter uma dimensão mais precisa dessa epopéia, inserida no contexto das Invasões Holandesas, voltemos à turbulenta Europa do Século XVI, mais precisamente à Peninsula Ibérica.

Um peão valioso
Resistência com persistência
Uma cidade para holandês ver
Sedutoras e vulneráveis
Um triste personagem
O salvador de Salvador
Rebeldes ou patriotas?
Vencer ou morrer
Guararapes a hora da verdade
Com bravura, sem perdão
Sublime compromisso
Tempero caboclo
Golpe de mestre
Vitória da raça (das três raças)
O legado de guararapes

 

 

 

 

 
 
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