19 de Abril de 1648 - 1ª Batalha dos Guararapes
O militar
"Senhor, umas casas existem no vosso reino onde homens vivem em comum
, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a
um toque de corneta, se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de
corneta, se deitam, obedecendo. Da vontade fizeram renúncia,
como da vida. Seu nome é sacrifício. Por ofício
desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmos são
generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações
é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar.
Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais
cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente os conhece por
militares...
Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão
que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a liberdade
e a vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros demais, como se
alguma coisa houvesse mais cara que a servidão. Eles, porém,
calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si
mesma. Pelo preço de sua sujeição eles compram a
liberdade para todos e a defendem da invasão estranha e do jugo das
paixões. Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor
tudo isso, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é
como se o fizessem. Porque, por definição, o homem da guerra
é nobre. E quando ele se põe em marcha , à sua esquerda
vai a coragem, e à sua direita a disciplina."
(Trecho de carta escrita por Moniz Barreto ao rei de Portugal.)
Guararapes
Editorial
Ensaio
Patriarcas
Dias Cardoso
Barbalho
Nassau
Parque Histórico
Victor Meirelles
Artigos
Fortes Históricos
Bibliografia
Hino a Guararapes