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Instituição - Nossa História |
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Patriarcas da Força Terrestre
(Heróis de Guararapes)
Os Patriarcas
O Exército Brasileiro tem suas raízes fincadas na 1ª Batalha
dos Guararapes. Transcorrido em 19 de abril de 1648, nas proximidades do Recife,
esse episódio resultou na vitória do " Exército
Patriota" integrado por combatentes das três raças
formadoras da nacionalidade brasileira sobre as tropas de ocupação
do invasor holandês que, há 18 anos, dominava boa parte da Região
Nordeste. Em Guararapes, disse o eminente historiador Gilberto Freire, "escreveu-se
a sangue o endereço do Brasil: o de ser um Brasil verdadeiramente mestiço,
na raça e na cultura". Segundo o Gen Flamarion Barreto em conferência
proferida durante a Semana da Pátria de 1966, "O Brasileiro nasceu
nos Guararapes".
Consoante essa realidade, O Dia do Exército Brasileiro foi fixado
em 19 de abril, consagrando definitivamente a Instituição como
herdeira e depositária do legado da Força vitoriosa em Guararapes.
Na oportunidade em que comemoramos os 350 anos desse triunfo, cumpre enaltecer
a conduta exemplar dos principais comandantes do " Exército Patriota".
Pelo desassombro na luta contra um inimigo mais numeroso e melhor equipado,
pela firme liderança que arrastou os comandados à vitória
e, finalmente, pelo sentimento de amor ao torrão natal, merecem aqueles
valorosos chefes militares ser apontados como paradigma para todas as gerações
que vêm constituindo a Força Terrestre Brasileira. São
eles:
- FRANCISCO BARRETO DE MENEZES;
- JOÃO FERNANDES VIEIRA;
- ANDRÉ VIDAL DE NEGREIROS;
- ANTONIO FELIPE CAMARÃO; e
- HENRIQUE DIAS.
Foram esses vultos da nossa História que cravaram as fundações
do Exército Brasileiro no solo sagrado de Guararapes. Assim, constitui
imperativo de elevado teor cívico-militar alça-los à
condição de Patriarcas da Instituição,
uma vez que são os mais remotos ancestrais dos homens e das mulheres
que hoje envergam o uniforme verde-oliva, sendo dignos, portanto de figurar,
em galeria, ao lado dos insignes Patronos da Força.
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Mestre-de-Campo General FRANCISCO BARRETO DE MENEZES - Nasceu
em 1616, no Peru, à época da união das coroas ibéricas,
pois era filho do Comandante português da Praça do Callao.
Valoroso militar, foi escolhido para comandar as tropas luso-brasileiras
na Insurreição Pernambucana. Chegou ao Brasil em 1647, foi
aprisionado, mais logrou evadir-se. "Mestre- de - Campo-General",
comandou o "Exército Libertador ou Patriota",, de 25.000
homens, integrado por quatro terços, comandados por Fernandes Vieira,
Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Felipe Camarão, vencendo os
invasores nas memoráveis Batalhas dos Guararapes, em 1648 e 1649,
pelo que recebeu o título de "Restaurador de Pernambuco".
Aquele Patriarca foi Governador de Pernambuco e posteriormente, Governador
Geral do Brasil, falecendo, em 1668, em Portugal. |
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Mestre-de-Campo JOÃO FERNANDES VIEIRA (Comandante de Terço)
- Nasceu em 1613, em Funchal, Ilha da Madeira, chegando ao Brasil
aos 11 anos de idade, tornado-se um rico senhor de engenho em Pernambuco.
Liderou a rebelião contra os holandeses, sendo o primeiro signatário
do pacto selado pelos patriotas, em 1645, no qual aparece o vocábulo
"pátria", pela primeira vez usado em terras brasileiras.
Fernandes Vieira comandou o mais forte e adestrado terço do "Exército
Patriota" nas duas Batalhas dos Guararapes, sendo aclamado "Chefe
Supremo da Revolução" e "Governador da Guerra
da Liberdade e da Restauração de Pernambuco". Após
a guerra, foi nomeado Governador da Paraíba e, mais tarde, Capitão-General
de Angola. Faleceu no Recife em 1681. |
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Mestre-de-Campo ANDRÉ VIDAL DE NEGREIROS (Comandante de Terço)
- Nasceu em 1620, na Vila da Paraíba, PB, tendo participado de
todas as fases da Insurreição Pernambucana, quando mobilizou
tropas e meios nos sertões nordestinos, sendo considerado um dos
melhores soldados de seu tempo. Tomou parte, com grande bravura, em quase
todos os combates contra os holandeses, notabilizando-se no comando de
um dos Terços do "Exército Patriota", nas duas
batalhas dos Guararapes, em 1648 e 1649. Vidal de Negreiros foi encarregado
de levar ao rei D.Jõao IV, a notícia da expulsão
dos batavos, ocasião em que foi condecorado. Ainda foi Governador-Geral
do Maranhão e do Grão-Pará e, posteriormente, de
Pernambuco e de Angola. Faleceu em 1660, em Goiana-PE. |
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Mestre-de-Campo HENRIQUE DIAS (Comandante de Terço) -
Nasceu em princípios do século XVII, em Pernambuco, filho
de escravos. Grande patriota, apresentou-se voluntário para lutar
contra os holandeses, tendo recrutado para a rebelião, um grande
efetivo de negros oriundos dos engenhos tomados pelos invasores. Participou
de inúmeros combates, com inexcedível bravura, tendo decidido
a vitória em Porto Calvo, quando teve a mão esquerda estraçalhada
por um tiro de arcabuz: mas ele não abandonou o combate. Nas duas
Batalhas dos Guararapes, em 1648 e 1649, foi o comandante de um dos Terços
do "Exército Patriota", composto pelos de sua raça,
razão por que recebeu o título de "Governador dos crioulos,
pretos e mulatos do Brasil". Faleceu no Recife em 1662. |
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Mestre-de-Campo ANTÔNIO FELIPE CAMARÃO (Comandante de
Terço) - Nasceu, o índio Poti, em 1580, em Igapó-RN,
batizado com o nome de Antônio, o qual acresceu o de Felipe, em
homenagem ao rei de Espanha e "Camarão", tradução
do vocábulo "Poti". Deslocou uma tribo de potiguares
para Recife, participando de inúmeros combates contra os holandeses.
Aquela tribo constituiu um dos Terços do "Exército
Patriota" nas Batalhas dos Guararapes: na primeira, sob o comando
de Felipe Camarão e, na segunda, ao comando do seu sobrinho, Diogo
Camarão, pois ele falecera em agosto de 1648, por ferimentos recebidos
em Guararapes, em 19 de abril de 1648. Comendador da Ordem de Cristo,
também ganhou a mercê de "Dom" e o título
de "Govern ador de todos os índios do Brasil". |
As Imagens são de autoria de Ostervaldo.
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