TROMPOWSKI
Natural da Província de Santa Catarina, nasceu na cidade do Desterro,
atual Florianópolis, a 8 de fevereiro de 1853, o Marechal Roberto Trompowski
Leitão de Almeida. Em sua terra natal, fez os cursos preliminares,
indo para a Corte com seus genitores.
Estudioso, foi bem sucedido e em virtude de seu sólido preparo intelectual
e de seu pendor para o magistério, foi nomeado repetidor da 1ª
cadeira do 1º ano do Curso Superior da Escola militar em que brilhara
como aluno. Seus excelentes dotes vocacionais fizeram-no apreciado mestre
a quem os discípulos se compraziam de ouvir as eloqüentes preleções.
O cioso militar além de se envolver em inúmeros projetos onde
dedicava-se aos estudos ininterruptos da matemática, ciência
que mais o empolgava à medida que nela progredia.
Em 4 de fevereiro de 1894, assumiu o Comando interino do Colégio Militar
do Rio de Janeiro. Em seguida, foi colocado à disposição
do ministro da Viação, para estudar a aquisição
de material ferroviário.
A 7 de outubro, reassumia suas funções de professor, na Praia
Vermelha, cumulativamente com as de comandante do Corpo de Alunos, emprestando-lhes
notável domínio da cultura e o desassombro exemplar de sua inflexível
disciplina.
Embora interinamente, o coronel Trompowski, sábio professor, reconhecido
pelos seus talentos no mundo inteiro, ocuparia o alto cargo de comandante
da Escola Militar da Praia Vermelha.
O barão de Rio Branco, Ministro das Relacões Exteriores, o
indicou para adido militar às delegações brasileiras
na Grã-Bretanha, Suíça e Itália.
Mais tarde, iria patentear, em terra alheia, aqueles sempre aplaudidos méritos
pessoais e suas excelentes virtudes cívicas, como delegado técnico,
assessorando o magno Rui Barbosa, em Haia, na Conferência Internacional
da Paz
Ainda na Europa, estudou os progressos do ensino tático e técnico
para aplicá-los nos estabelecimentos militares brasileiros.
Evidenciando, ainda, dinamismo e desmedido interesse pelas causas do magistério
e pela instituição armada a que pertencia, a 8 de fevereiro
de 1919, foi reformado, pela lei da compulsória, no posto máximo
da hierarquia militar - marechal.
Afastado do seio do Exército, onde vivera durante perto de cinqüenta
anos, teve o seu nome enaltecido como um dos maiores matemáticos, não
abandonou, entretanto, suas atividades científicas. A 2 de agosto de
1926, com 73 anos de idade, entre a dor dos familiares e reconhecimento dos
que se acostumaram com suas magníficas obras, adotadas nos melhores
centros universitários da Europa e do Novo Continente, cerrou os olhos
para o sono profundo e eterno.
É, hoje, Patrono do Magistério do Exército; Patrono
da Associação de Professores Militares do País; há
uma medalha com seu ilustre nome; há uma rua no bairro da Tijuca com
igual denominação; e uma Escola primária, das maiores
do Estado do Rio de Janeiro, o tem como Patrono: Escola Marechal Trompowski.
Patrono. {Do lat. patronu] S.m. 5. Bras.
Chefe militar ou personalidade civil escolhida com figura tutelar de uma
força armada, de uma arma, de uma unidade, etc., cujo nome mantém
vivas tradições militares e o culto cívico dos Heróis.
Extraído do Novo Dicionário da Língua
Portuguesa, Ed Nova Fronteira, 1ª Edição