Em
1997 estima-se a existência de 330 mil índios no Brasil, representando
0,16% da população brasileira. São encontrados em quase
todo o país, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste.
A Amazônia Legal concentra mais da metade dos índios brasileiros.
Existem 215 etnias indígenas registradas pela Funai.
As dez maiores - com mais de 5 mil índios - são: guaranis (MS,
SP, RJ, ES, PR, SC e RS), ianomâmis (PA, AM), caingangues (SP, PR, SC,
RS), macuxis e uapixanas (RR), potiguaras (PB), sataré-maués
e ticunas (AM), terenas (MS) e xavantes (MT). Alguns grupos têm hoje
menos de 12 indivíduos, como os aparais (PA) e os jumas (AM). Há
ainda indícios da existência de 60 grupos de índios isolados
ainda não contatados pelo homem branco.

A hipótese mais aceita é a de que os primeiros habitantes da
América tenham vindo da Ásia e atravessado a pé o estreito
de Bering durante as glaciações. Pesquisas arqueológicas
em São Raimundo Nonato (PI) registram indícios da presença
humana datados de 48 mil anos.
O primeiro inventário dos nativos brasileiros é feito em 1884
pelo viajante alemão Karl von den Steinen, que registra a presença
de quatro nações indígenas: tupi-guarani, jê ou
tapuia, nuaruaque ou maipuré e caraíba ou cariba. Assinala também
a existência de dois grupos lingüísticos: tupi e macro-jê.
Estima-se que, em 1500, existiriam de 1 milhão a 3 milhões
de nativos no país. A partir dos anos 90, a demarcação
de todas as áreas indígenas no prazo de cinco anos, prevista
pelo artigo 67 da Constituição de 1988, incentiva o aumento
da população.
Atualmente, sua taxa de crescimento é o dobro em relação
à da população brasileira.
Sociedade e cultura indígenas têm costumes, crenças e
organização social diferentes entre si, mas a maioria dos grupos
compartilha algumas características, como o pequeno aldeamento compreendendo
de 30 a 100 pessoas. A vida nas aldeias é regida por um complexo sistema
de parentesco que, por sua vez, comanda desde as relações homem-mulher
até e a divisão do trabalho. Cada aldeia geralmente possui seu
próprio conjunto de crenças a respeito da estrutura do Universo,
no qual classifica os seres humanos, os animais e os seres sobrenaturais.
Esses elementos estão relacionados a sua estrutura social e são
fundamentais no estabelecimento das diferenças e as semelhanças
entre os diversos grupos indígenas.