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O Dirigível na Amazônia
Marcelo Augusto de Felippes -TC Int QEMA

O Ten Cel Marcelo Augusto de Felippes é Oficial de Intentência da turma de 1978 da Academia Militar das Agulhas Negras, foi formado pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército no ano de 1994. O Ten Cel Felippes é habilitado nos idiomas Inglês, Francês, Alemão e Espanhol, bem como é membro: da Associação Internacional de Dirigiveis - Inglaterra e da Associação de Dirigiveis da Marinha dos Estados Unidos da América. Possui Artigos escritos sobre dirigíveis publicados na "Revista Transporte na Amazônia". Proferiu palestra sobre dirigíveis em diversos estabelecimentos de ensino e institutos de pesquisas, os quais podem ser destacados: "A unidade médica aeromóvel por meio de dirigíveis", no Hospital das Forças Armadas e "O dirigível na Amazônia" (Pesquisa - Meio de defesa do Meio Ambiente - Vigilância), proferida no Instituto de Pesquisa da Amazônia - INPA, entre varias outras.

Dentre das várias funções que ocupou destacam-se: primeiro SubComandante do Centro de Instrução de Aviação do Exército, Chefe do Centro de Operações de Tranporte da 12º Região Militar - Amazônia Ocidental, Assistente Secretário do Diretor de Transportes, mentor do Projeto "Telensino de Transportes", mentor do Projeto de Monitoração por meio de Satélite dos Meios de Transportes do Exército Brasileiro, atualmente serve no Estado-Maior das Forças Armadas.

Introdução

O artigo informa sobre os dirigíveis e defense a sua utilização como modal de transportes para a região Amazônica.

Há muitos anos a Amazônia tem sido pesquisada, buscando-se desenvolvê-la e ocupá-la. Decisões políticas e iniciativas isoladas têm sido o apanágio dessa história. Como uma balança, por vêzes pendendo para o caminho certo e por outras o errado, o ensaio-erro continua sendo a técnica dominante.

Acredita-se que a Amazônia carece de aplicar-se em três campos distintos que, sob nossa óptica, constitui-se na base de sustentação do desenvolvimento ordenado e seguro. Trata-se da TELEMÁTICA, da ENERGIA e do TRANSPORTE.

Cônscio da cooptação destes três campos, não se pretende isolá-los. Entretanto, buscar-se-á dar ênfase à consideração daquilo em que se tem certeza, adquirida por evidência, além da forte convicção íntima: O TRANSPORTE POR DIRIGÍVEIS.

No início deste século, o gênio diplomático do Barão do Rio Branco deu ao Brasil a demarcação definitiva de suas fronteiras política. Em 1960, o gesto histórico da inauguração de Brasília significou, antes de tudo, a decisão brasileira de buscar a interiorização do país e, assim, fazer com que, antes da virada deste mesmo século, sua fronteira econômica pudesse coincidir com as fronteiras políticas, atingindo os limites da Amazônia Brasileira.

A façanha implicou em integrar, em menos de meio século, as economias florescentes do centro-sul e, até mesmo, a do nordeste, enquanto se buscava estender seu rítmo de desenvolvimento aos quase dois terços do território brasileiro, situados ao norte e a oeste da nova Capital, levando-o, por conseguinte, ao coração do continente sul-americano.

Já descortinando o alvorecer do século XXI, pode-se dizer que esta meta foi em grande parte atingida, apesar de alguns hiatos significativos ainda permanecerem. Entre estes, vale destacar a infraestrutura de transportes, elemento imprescíndivel na ocupação das novas fronteiras econômicas.

Face ao imperativo do empreendimento dos seus custos extremamente elevados e aos parâmetros ecológicos a serem levados em conta, o dirigível apresenta-se como uma solução que, não sendo uma panacéia, atende parcialmente aos requisitos essenciais da empreitada. Quando se atenta, ao mesmo tempo, para as necessidades de reconstrução e, mesmo, de expansão do sistema viário nacional nas regiões norte, nordeste e centro-sul, a opção brasileira pelo dirigível impõe-se com com maior evidência.

Compreende-se que os países mais desenvolvidos, que aplicam na sua infraestrutura de transportes cerca de 2,5 % de seu Produto Interno Bruto, não sintam, de maneira crucial, as vantagens dessa opção. No caso, porém, de países em desenvolvimento, aqueles que, para fazer avançar suas economias, necessitam de um sistema de transporte moderno, mas que, ao mesmo tempo, amargam limitações decorrentes dos recursos insufientes de que dispõem para implantá-lo, o dirigível é uma solução que se ajusta como uma luva a muitas de suas necessidades.

A fim de melhor entender a oportunidade que o dirigível oferece ao sistema de transportes do Brasil, e de modo geral, ao países em desenvolvimento, é conveniente explicitar os serviços de maior relevância que ele presta e a estratégia a ser seguida para tornar realidade sua aplicação no País, sobretudo na Amazônia.

O Dirigível e os seus Projetos de Apoio

O dirigível, por ter a capacidade de navegar de dia e de noite, seja por vôo visual (VFR), seja por instrumento (IFR), permite uma autonomia em grande escala, oferecendo excepcional conforto aos usuários, pois está livre de ruídos, tem baixíssima vibração e boa visibilidade. Além disso sofre baixa interferência eletromagnética, fruto da sua estrutura ser de material composto (composite), oferece possibilidades de cumprir missões de busca e salvamento, vigilância aérea, patrulha, apoio em calamidade pública, transporte de pessoal e material, e pode proporcionar excepcional ação de presença do Exército Brasileiro nos diferentes rincões do País.

Em consequência, especialistas e empresários estão desenvolvendo estudos e ações para que, muito brevemente, tenhamos um dirigível cortando os céus de nossa AMAZÔNIA, conduzindo esperança e sobrevivência para razoável parcela da população fronteiriça do norte e noroeste da Nação.

O projeto "DIRIGÍVEIS NA AMAZÔNIA" iniciou-se quando, prestes a findar o ano de 1990, recém-chegado à Base de Aviação do Exército, em Taubaté (SP), para ser subcomandante do Centro de Instrução de Aviação, recebemos o desafio de implantar, na Aviação do Exército, as atividades TASA (Transporte Aéreo, Suprimento e Serviço Especial de Aviação).

Adquirindo experiência com as atividades de apoio às aeronaves que utilizávamos, o projeto foi ganhando forma, ao tempo em que nossa convicção aumentava e fomos nos conscientizando que outros projetos complementares seriam necessários àquele dominante.

Durante o curso na ECEME (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), 1993-1994, buscamos aproveitar as chances que surgiam, através de palestras, do tempo dedicados ao estudo e pesquisa, bem como das viagens de instrução. Concluímos, ao longo desse período, que a formação de quadros e de um sistema informatizado de meios e circulação de transporte deveriam ser desenvolvidos.

Baseados no Sistema TRANSCAD, desenvolvido por oficiais do IME (Instituto Militar de Engenharia), logo que chegamos na 12ª Região Militar, Manaus (AM), em janeiro de 1995, iniciamos o projeto denominado "PROGRAMA MODAL". Subdividido em duas fases, buscou-se, primeiramente, cadastrar todas as condições de circulação e meios de transporte na área sob jurisdição daquela Região. O objetivo principal, além dos já conhecidos na área de mobilização militar, era viabilizar, nas melhores condições, a intermodalidade de transporte com os dirigíveis. Numa segunda fase, os estudos objetivavam obter resposta ao tempo real dos meios de transporte e de informações, permitindo a visualização, em tela de computador, do deslocamento de viaturas, embarcações e aeronaves, sobretudo dos dirigíveis. Este projeto de apoio está logrando êxito.

Sem menos sucesso, a formação de quadros de transporte caminha a passos largos. Ainda no ano de 1995, intitulamos de "PROJETO FORMAÇÃO DE QUADROS", aquilo que deveria minimizar as inúmeras deficiências de mão-de-obra especializada nos diversos segmentos do transporte. Buscamos sensibilizar o Ministério dos Transportes, através do SEST/SENAT (Serviço Social de Transporte/Serviço Nacional de Aprendizado do Transporte), propusemos a participação de todas as OM (Organizações Militares) do Exército, localizadas na Amazônia, e os convidamos à celebração de um convênio, onde formaríamos especialistas através do Ensino à Distância, por canal exclusivo daquele Ministério. Ficou acordado que para os assuntos de interesse do transporte militar e, neste particular incluiam-se os dirigíveis, poderia ser utlizada toda a infraestrutura de ensino do SEST/SENAT.

Em consequência, a formação de equipagem de apoio às operações dos dirigíveis na Amazônia ficaram equacionadas, abrangendo unidades militares em diversas localidades dos Estados do Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Acre, Rondônia e Maranhão, viabilizando, desta forma, a absorção do dirigível pelo Exército Brasileiro.

Essas unidades militares somam um efetivo considerável, incluindo boa parte dos que estão apenas cumprindo o serviço militar obrigatório e que, passando posteriormente à vida civil, ingressam no mercado formal de trabalho.

Várias parabólicas estão sendo instaladas, segundo as prioridades abaixo, estipuladas pelo CMA (Comando Militar da Amazônia):

1ª Prioridade

- Centro de Operações de Transporte/12ª Região Militar - Manaus – (AM)
- 1ª Base Logística - Boa Vista – (RR)
- 16ª Base Logística - Tefé – (AM)
- Comando de Fronteira do Solimões - 8º Batalhão de Infantaria de Selva - Tabatinga – (AM)
- 17ª Base Logística - Porto Velho – (RO)
- Comando de Fronteira do Rio Negro - 5º Batalhão de Infantaria de Selva - São Gabriel da Cachoeira – (AM)
- 8º Batalhão de Engenharia de Construção - Santarém – (PA)
- 23º Batalhão Logístico - Marabá – (PA)
- Centro de Operações de Transporte / 8ª Região Militar - Belém – (PA)
- Comando de Fronteira do Amapá - 3º Batalhão de Infantaria de Selva- Macapá – (AP)
- Comando de Fronteira do Acre - 4º Batalhão de Infantaria de Selva - Rio Branco – (AC)

2ª Prioridade

- 61º Batalhão de Infantaria de Selva - Cruzeiro do Sul – (AC)
- 54 º Batalhão de Infantaria de Selva - Humaitá – (AM)
- 50º Batalhão de Infantaria de Selva - Imperatriz – (MA)
- 51º Batalhão de Infantaria de Selva - Altamira – (PA)
- 53º Batalhão de Infantaria de Selva - Itaituba –(PA)
- Comando de Fronteira de Rondônia - 6º Batalhão de Infantaria de Selva - Guajará-Mirim – (RO)

3ª Prioridade

- 1º Pelotão Especial de Fronteira - Iauaretê – (AM)
- 2º Pelotão Especial de Fronteira - Querari – (AM)
- 3º Pelotão Especial de Fronteira - São Joaquim – (AM)
- 4º Pelotão Especial de Fronteira - Cucuí – (AM)
- 5º Pelotão Especial de Fronteira - Maturacá – (AM)
- 1º Pelotão Especial de Fronteira - Palmeiras do Javari – (AM)
- 2º Pelotão Especial de Fronteira - Ipiranga – (AM)
- 3º Pelotão Especial de Fronteira - Vila Bittencourt – (AM)
- 4º Pelotão Especial de Fronteira - Estirão do Equador – (AM)
- 1º Pelotão Especial de Fronteira - Bonfim – (RR)
- 2º Pelotão Especial de Fronteira - Normandia – (RR)
- 3º Pelotão Especial de Fronteira - B V - 8 – (RR)
- 4º Pelotão Especial de Fronteira - Surucucus – (RR)
- 5º Pelotão Especial de Fronteira - Auaris – (RR)
- 1ª Companhia Especial de Fronteira - Brasiléia – (AC)
- 2º Pelotão Especial de Fronteira - Assis Brasil – (AC)
- 3º Pelotão Especial de Fronteira - Plácido de Castro – (AC)
- 1º Pelotão Especial de Fronteira - Forte Príncipe da Beira – (RO)
- Companhia Especial de Fronteira - Clevelândia –(AP)
- 2ª Companhia do 2º GEC - Caracaraí – (RR)

4ª Prioridade

- Tiro de Guerra de Boca do Acre - Prefeitura – (AM)
- Tiro de Guerra de Eirunepé - Prefeitura – (AM)
- Tiro de Guerra de Maués - Prefeitura – (AM)
- Tiro de Guerra de Manacapuru - Prefeitura – (AM)
- Tiro de Guerra de Parintins - Prefeitura – (AM)

O Dirigível em Comparação a Outros Meios de Transporte

Alguns outros projetos de apoio aos dirigíveis na Amazônia ainda estão em estudo, sem contudo, apresentarem forma definitiva.

Os dirigíveis têm múltiplas aplicações.

Segundo estudos produzidos pela WESTINGHOUSE AIRSHIPS-INC, um dirigível realizando um trabalho de varredura de BOA VISTA-(RR) até RIO BRANCO-(AC), cobrindo um raio de 300 Km ao longo do itinerário, levaria cerca de 24 horas, além de viabilizar o transporte de pessoal e material, de forma confortável e, talvez, a mais segura dentre os meios de transporte existentes na atualidade.

Um dirigível é, por definição, um veículo que se desloca no ar, sustentado por um gás mais leve que este e equipado com motores de propulsão e mecanismos de controle. 0 gás de sustentação é, usualmente, o hélio, mas pode ser, também, o hidrogênio, o ar aquecido (normalmente usado em balões) e, mesmo, o vapor d’água.

0s dois principais tipos de dirigíveis são o não rígido (ou flexível) e o rígido. O não rígido ("blimp") colapsa quando o gás é removido.

0 dirigível do tipo rígido (ou Zeppelin) foi construído na Alemanha no início deste século, conforme invento do General Aeronauta Von Zeppelin. O sucesso deste tipo de veículo como meio de transporte e sua reconhecida segurança terminaram com o célebre acidente que destruiu, pelo fogo, o Hindenburg em Lakehurst, New Jersey (EUA), em 6 de maio de 1937. Até a presente data, não se conseguiu apurar as verdadeiras causas do acidente, apesar de inúmeras tentativas.

Segue, um quadro comparativo entre diferentes modais, comumente operantes na Amazônia:

De Para Aerovia (Km) Tempo
AE
(C-130)
Tempo Estimado
(horas)

Aqua via
(Km)

Via
Ida
Volta
Manaus Boa Vista
670
1h 46min
9
1.100
9
5
S.G. Cachoeira
861
2h 15min
11
1.037
11
04
Tabatinga
1.115
2h 56min
14
1.756
15
07
Crz do Sul
1.600
4h 15min
20
4.333
30
15
Rio Branco
1.120
3 horas
14
2.943
22
12
Porto Velho
750
1h 55min
10
1.470
10
06

Quem Acredita em Dirigíveis?

Muitos países estão pesquisando os dirigíveis. Todavia têm destaque reconhecido no cenário mundial: Estados Unidos, Rússia, China, Canadá, Austrália, Alemanha e Inglaterra.

Isto não é de hoje. Um exemplo interessante é o ZR-1, Shenandoah que foi uma cópia do dirigível L-49, forçado a aterrisar na França, em 1918, quando da 1ª Guerra Mundial. A França passou a tecnologia para os Estados Unidos da América, sendo a base dos dirigíveis norte americanos de grande porte.

Curiosamente, países com grandes dimensões territoriais como o Brasil, são os mais dedicados. Alguns deles, visando a atingir pontos de difícil acesso, estão buscando desenvolver projetos que permitam o transporte de grandes tonelagens.

O Dirigível Canadense

O Canadá desenvolve o projeto PAN ATLANTIC CAS- 1.200-CARGO AIR SYSTEM, o qual foi concebido e elaborado o primeiro protótipo em 1988. Em setembro de 1990, o segundo protótipo foi elaborado e testado até setembro de 1991. Após vários testes, o CAS-1 200 tem previsão de realizar vôos de pré produção em junho de 1996. O custo inicial do projeto, incluindo os protótipos, foi na ordem de 10 milhões de dólares. É o projeto mundial que ocupa o 2º lugar na capacidade estimada de transporte de carga: 582.412 kg.

O Dirigível Russo

O primeiro lugar do "ranking" pertence a Rússia. O projeto THERMOPLANE ALA-600 (figura 1) estima transportar na ordem de 600.000 Kg de carga. A previsão de conclusão do projeto e início de operação é no ano 2000.

O Dirigível Norte Americano

Os dirigíveis vêm prestando valiosos serviços a diferentes nações. Apenas como exemplo, o TCOM 32 M e 71 M apoiam ou estão planejados para apoiar a Força Aérea Americana em 16 pontos:

1. YUMA, ARIZONA;
2. FORT HUACHUCA, ARIZONA;
3. DEMING, NOVO MÉXICO;
4. MARFA, TEXAS;
5. EAGLE PASS, TEXAS;
6. RIO GRANDE, TEXAS;
7. METAGORDA, TEXAS;
8. MORGAN CITY, LOUISIANA;
9. ALABAMA POINT, ALABAMA;
10. HORSESHOE BEACH, FLÓRIDA;
11. VENICE, FLÓRIDA;
12. CUDJOE KEY, FLÓRIDA;
13. HIGH ROCK, BAHAMAS;
14. GERGETOWN, BAHAMAS;
15. GREAT INAGUA, BAHAMAS;
16. LAJAS, PORTO RICO;

Apoiam ainda: Exército Americano; a Guarda Costeira Americana; a Coréia do Sul (com 8 engenhos); o Kwait (com 2 engenhos); a Arábia Saudita; e os Emirados Árabes.

O Dirigível Alemão

O dirigível WDL-1, há mais de 20 anos prestando serviços a vários clientes na Europa, Japão e Estados Unidos, tem como principal propósito a propaganda e seu envelope já foi logotipado pela FUJI FILM, TDK ELETRONIC, CERVEJA HOFBRÄU, CERVEJA WICKÜLER, SCHWAB VERSANDHAUS, VEREINTE VERSICHERUNGEN, Mc DONALDS, SEA WORLD e METROPOLITAN LIFE INSURANCE.

Diferentes Dirigíveis no Mundo

Na página seguinte é apresentado um quadro comparativo entre alguns dirigíveis existentes e/ou em projetos no mundo.

Quadro Comparativo de alguns Dirigíveis existentes e/ou em Projetos no Mundo

País Patrocinador: Austrália
Modelo: AHA-HORNET LV
Comprimento (m): 15,24
Larg. ou diâmetro máximo (m): 3,81
Envelope Altura com gôndola (m): 4,88
Volume (m3): 121,8
Volume Balonet (m3): 2*12,18
Peso Vazio (Kg): 152,4
Carga Permitida (Kg): 92,5
Velocidade Máxima (Km/h): 95
País Patrocinador: Canadá
Modelo: PAN ATLANTIC CAS 1200
Comprimento (m): 457,20
Larg. ou diâmetro máximo (m): 60,96
Envelope Altura com gôndola (m): ND
Volume (m3): 1,13 milhões
Volume Balonet (m3): 0,23 milhões
Peso Vazio (Kg): 190.508
Carga Permitida (Kg): 582.412
Velocidade Máxima (Km/h): 153
País Patrocinador: Canadá
Modelo: MAGNUS 60
Comprimento (m): ND
Larg. ou diâmetro máximo (m): 18,29
Envelope Altura com gôndola (m): ND
Volume (m3): 3.202,5
Volume Balonet (m3):320,3
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 454
Velocidade Máxima (Km/h): 56
País Patrocinador: China
Modelo: SARI SZ-1
Comprimento (m): 8,7
Larg. ou diâmetro máximo (m): 2,8
Envelope Altura com gôndola (m): ND
Volume (m3): 29
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 33
Velocidade Máxima (Km33/h):50
País Patrocinador: China
Modelo: SARI SZ-2
Comprimento (m): 9,2
Larg. ou diâmetro máximo (m): 2,4
Envelope Altura com gôndola (m): ND
Volume (m3): 30
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 24
Velocidade Máxima (Km/h): 60
País Patrocinador: China
Modelo: WDL 1
Comprimento (m): 58
Larg. ou diâmetro máximo (m): ND
Envelope Altura c/ gôndola (m):18,90
Volume (m3): 6.429
Volume Balonet (m3):ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 1.180
Velocidade Máxima (Km/h): 60
País Patrocinador: Alemanha
Modelo: WDL 1B
Comprimento (m): 60
Larg. ou diâmetro máximo (m): 16,40
Envelope Altura c/ gôndola (m): 19,30
Volume (m3): 7.200
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): 5.100
Carga Permitida (Kg): 1.180
Velocidade Máxima (Km/h): 60
País Patrocinador: Alemanha
Modelo: ZEPPELIN LZN 30
Comprimento (m): 110
Larg. ou diâmetro máximo (m): 22,5
Envelope Altura c/ gôndola (m): ND
Volume (m3): 30.000
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 15.000
Velocidade Máxima (Km/h): 140
País Patrocinador: Alemanha
Modelo: DKBA DP-800
Comprimento (m): 62
Larg. ou diâmetro máximo (m): 15,75
Envelope Altura c/ gôndola (m): ND
Volume (m3): 8.040
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): 5150
Carga Permitida (Kg): 3000
Velocidade Máxima (Km/h): 110
País Patrocinador: Alemanha
Modelo: THERMO-PLANE ALA-40
Comprimento (m): ND
Larg. ou diâmetro máximo (m): 40
Envelope Altura c/ gôndola (m): 19,510
Volume (m3): 5800 HE / 4860 AQ
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): 6150
Carga Permitida (Kg): 2150
Velocidade Máxima (Km/h): 110
País Patrocinador: Rússia
Modelo: THERMO-PLANE ALA-100
Comprimento (m): 146
Larg. ou diâmetro máximo (m): 138
Envelope Altura c/ gôndola (m): ND
Volume (m3): ND
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 100.000
Velocidade Máxima (Km/h): 110
País Patrocinador: Rússia
Modelo: THERMO-PLANE-300
Comprimento (m): 195
Larg. ou diâmetro máximo (m): 184
Envelope Altura c/ gôndola (m): ND
Volume (m3): ND
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 300.000
Velocidade Máxima (Km/h): 110
País Patrocinador: Rússia
Modelo: THERMO-PLANE 600
Comprimento (m): 210
Larg. ou diâmetro máximo (m): 198
Envelope Altura c/ gôndola (m): ND
Volume (m3): ND
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 600.000
Velocidade Máxima (Km/h): 180
País Patrocinador: Rússia
Modelo: CAMERON DP 60
Comprimento (m): 30,48
Larg. ou diâmetro máximo (m): 11,28
Envelope Altura c/ gôndola (m): 13,72
Volume (m3): 1.699
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 149
Velocidade Máxima (Km/h): 28
País Patrocinador: Rússia
Modelo: CAMERON DP 70
Comprimento (m): 32,31
Larg. ou diâmetro máximo (m): 11,84
Envelope Altura c/ gôndola (m): 14,63
Volume (m3): 1.982,2
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 222
Velocidade Máxima (Km/h): 28
País Patrocinador: Inglaterra
Modelo: CAMERON DP 80
Comprimento (m): 33,83
Larg. ou diâmetro máximo (m): 12,19
Envelope Altura c/ gôndola (m): 15,24
Volume (m3): 2.265,3
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 285
Velocidade Máxima (Km/h): 28
País Patrocinador: Inglaterra
Modelo: CAMERON - DP 90
Comprimento (m): 35,05
Larg. ou diâmetro máximo (m): 12,80
Envelope Altura c/ gôndola (m): 15,54
Volume (m3): 2.548,5
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 359
Velocidade Máxima (Km/h): 28
País Patrocinador: Inglaterra
Modelo: THUNDER COLT GA 42
Comprimento (m): 27,5
Larg. ou diâmetro máximo (m): 9,2
Envelope Altura c/ gôndola (m): ND
Volume (m3): 1.189,3
Volume Balonet (m3): 2*311,5
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 1.100
Velocidade Máxima (Km/h): 74
País Patrocinador: Inglaterra
Modelo: ABC A-40 Plus Lightship
Comprimento (m): 39,01
Larg. ou diâmetro máximo (m): 10,01
Envelope Altura c/ gôndola (m): ND
Volume (m3): 1.925,5
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): 1.216
Carga Permitida (Kg): 680
Velocidade Máxima (Km/h): 85
País Patrocinador: Inglaterra
Modelo: AEROS 50
Comprimento (m): 23,93
Larg. ou diâmetro máximo (m): 10,88
Envelope Altura c/ gôndola (m): 12,01
Volume (m3): 750,4
Volume Balonet (m3): 187,6
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): ND
Velocidade Máxima (Km/h): 145
País Patrocinador: Inglaterra
Modelo: AEROS 500
Comprimento (m): 54
Larg. ou diâmetro máximo (m): 18
Envelope Altura c/ gôndola (m): 23,6
Volume (m3): 8.500
Volume Balonet (m3): 2*4.600
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): ND
Velocidade Máxima (Km/h): 200
País Patrocinador: Inglaterra
Modelo: TCOM 32M
Comprimento (m): 32
Larg. ou diâmetro máximo (m): ND
Envelope Altura c/ gôndola (m): ND
Volume (m3): 1.700
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 400
Velocidade Máxima (Km/h): ND
País Patrocinador: Inglaterra
Modelo: TCOM 71M
Comprimento (m): 71
Larg. ou diâmetro máximo (m): ND
Envelope Altura c/ gôndola (m): ND
Volume (m3): 10.335
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 1600
Velocidade Máxima (Km/h): ND
País Patrocinador: Estados Unidos
Modelo: THOMPSON AIRSHIP
Comprimento (m): 24,91
Larg. ou diâmetro máximo (m): 7,91
Envelope Altura c/ gôndola (m): ND
Volume (m3): 695
Volume Balonet (m3): 97,9
Peso Vazio (Kg): 696
Carga Permitida (Kg): 30
Velocidade Máxima (Km/h): 55
País Patrocinador: Estados Unidos
Modelo: ULITA UM 10-23
Comprimento (m): 25,48
Larg. ou diâmetro máximo (m): 8,15
Envelope Altura c/ gôndola (m): 8,97
Volume (m3): 658,4
Volume Balonet (m3): 144,8
Peso Vazio (Kg): 427
Carga Permitida (Kg): 32
Velocidade Máxima (Km/h): 72
País Patrocinador: Estados Unidos
Modelo: ULITA UM 30-71
Comprimento (m): 41,45
Larg. ou diâmetro máximo (m): 9,94
Envelope Altura c/ gôndola (m): 13,65
Volume (m3): 2.022,2
Volume Balonet (m3): 404,4
Peso Vazio (Kg): 1.386
Carga Permitida (Kg): 231
Velocidade Máxima (Km/h): 72
País Patrocinador: Estados Unidos
Modelo: UPSHIP 100-001
Comprimento (m): 30,48
Larg. ou diâmetro máximo (m): 6,1
Envelope Altura c/ gôndola (m): 7,52
Volume (m3): 620,8
Volume Balonet (m3): 124,17
Peso Vazio (Kg): 363
Carga Permitida (Kg): 181
Velocidade Máxima (Km/h): 53
País Patrocinador: Estados Unidos
Modelo: WAI SKYSHIP 600
Comprimento (m): 59
Larg. ou diâmetro máximo (m): 19,2
Envelope Altura c/ gôndola (m): 20,3
Volume (m3): 6.666
Volume Balonet (m3): 1.733
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 2.343
Velocidade Máxima (Km/h): 107
País Patrocinador: Estados Unidos
Modelo: WAI SENTINEL 1.000
Comprimento (m): 67,5
Larg. ou diâmetro máximo (m): 16,7
Envelope Altura c/ gôndola (m): 20,2
Volume (m3): 10.700
Volume Balonet (m3): 2.405
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 4.200
Velocidade Máxima (Km/h): 102
País Patrocinador: Estados Unidos
Modelo: WAI SENTINEL 1240
Comprimento (m): 72,5
Larg. ou diâmetro máximo (m): 18
Envelope Altura c/ gôndola (m): 21,6
Volume (m3): 12.400
Volume Balonet (m3): 3.720
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 5.730
Velocidade Máxima (Km/h): 96
País Patrocinador: Estados Unidos
Modelo: WAI SENTINEL 5000
Comprimento (m): 129,54
Larg. ou diâmetro máximo (m): 32
Envelope Altura c/ gôndola (m): 46,33
Volume (m3): 70.792
Volume Balonet (m3): ND
Peso Vazio (Kg): ND
Carga Permitida (Kg): 27.375
Velocidade Máxima (Km/h): 163
 

O Dirigível Híbrido

Uma nova tecnologia busca desenvolver os dirigíveis híbridos, os quais foram projetados para servir como um veículo de transporte médio a pesado, com a capacidade de realizar pousos e decolagens super curtos (‘Super-STOL") ou mesmo verticais ("VTOL"). Pode assim operar tanto em aeroportos convencionais (necessitando de uma pista mínima), quanto em locais desprovidos de infraestrutura terrestre. Tem dessa forma a capacidade de pousar e decolar de praticamente qualquer local, seja na terra ou na água.

Perfeitamente compatível com a realidade amazônica, o dirigível híbrido constitui-se em mais uma opção a ser analisada pelos especialistas de transporte e demais interessados, que acreditam que o dirigível muito breve se incorporará ao modal aeroviário de nossa região.

As informações a seguir foram obtidas junto aos projetistas do referido engenho e podem sofrer alterações de acordo com o desenvolvimento do projeto.

 

O dirigível híbrido (figura 2 e 3) apresenta uma boa capacidade em termos de operações no transporte aéreo, tendo sido projetado para cobrir etapas de 150 a 1500 milhas náuticas (280 a 2800 Km). Isto é, a um custo de aquisição e operação que é 50% inferior quando comparados aos de aeronaves convencionais, e podendo realizar o transporte pesado VTOL por apenas uma fração (20 a 30%) do custo quando se utiliza grandes helicópteros cargueiros.

Para além das funções de transporte, o dirigível híbrido tem a capacidade de atuar com vantagens em tarefas tão diversas como operações de auxílio a áreas que sofreram grandes desastres naturais, missões de busca e salvamento, apoio logístico militar, sensoreamento remoto de longa duração e apoio à construção civil em áreas remotas e/ou de difícil acesso.

Os Primeiros Passos no Brasil

Em novembro de 1995, foi realizado em Brasília, sob os auspícios dos Ministérios dos Transportes, Aeronáutica e Meio Ambiente (Secretaria da Amazônia Legal), um encontro sobre Dirigíveis que se caracterizou, muito provavelmente, como um marco histórico na entrada definitiva dos dirigíveis, como elemento de destacada relevância no sistema de transportes do país, num gesto certamente pioneiro, que abrirá caminhos para outros países em desenvolvimento.

A parceria entre o governo e iniciativa privada, que distinguiu esse encontro, constitue ao mesmo tempo um passo importante a ser assinalado. Neste particular, o Exército Brasileiro tem possibilidades de participar sem onerar seus recursos, considerando a sua grande estrutura de apoio na região amazônica. Dado que os avanços tecnológicos permitem desenhar dirigíveis à altura do século XXI, vislumbram-se a cada dia novos usos a serem atendidos com vantagens por esse tipo de aeronave. A sinalização que o governo brasileiro está dando aos empresários, isto é, produtores, Forças Armadas, operadores e eventuais usuários, pode significar a decolagem segura para que o programa de dirigíveis no Brasil saia da prancheta e comece a fazer parte integrante, não apenas do sistema de transportes, mas também da infraestrutura sócio-economica nacional.

Algumas Possibilidades Visualizadas

Em termos de transporte de carga e passageiros, é bom lembrar que o Brasil dispõe pelas estimativas atuais de uma rede de 1 milhão e 300 mil quilômetros de rodovias vicinais. Esse subsistema de vicinais (rede capilar, estradas de acesso e coletoras até 500 veículos médios diários) são de fundamental importância para assegurar a produção agropecuária brasileira, pois ele permite que insumos, assistência técnica e crédito cheguem até a porteira da fazenda e assegura, ao mesmo tempo, o escoamento das safras e o início do processo de comercialização.

Nas áreas amazônicas, esse sistema de vicinais é pouco siginificativo e o custo de sua manutenção elevado, devido às condições de clima e solo e demais componentes dos ecossistemas que prevalecem nessas áreas. 0s igarapés, muitas vezes, respondem às necessidades, mas nem sempre satisfatoriamente.

No ano de 1995, viveu-se uma seca incomum e muitos municípios amazonenses tiveram dificuldade em sobreviver. Por muito pouco, a Operação Tarauacá tornou-se inexequível pelo modal aquaviário.

"Operação Tarauacá" Transporte de material militar pelo modal aquaviário.

0 dirigível pode, a custos módicos, ir até as fazendas e prestar ao homem do interior esses serviços, assegurados pela rodovias vicinais, principalmente no transporte de insumos e escoamento de safras, conectando a propriedade agropecuária com os centros urbanos mais próximos e constituindo o primeiro elo do longo processo de comercialização dos produtos originados no campo. Um dirigível misto para carga e passageiros poderá igualmente ser utilizado em bases comerciais pelo homem interiorano e pelos seus familiares, em seus deslocamentos , seja por motivos de negócios, seja para obtenção de serviços dificilmente atingíveis.

Durante o período das chuvas as estradas ficam de difícil circulação

Sua aplicação, igualmente no transporte de cargas indivisíveis de grande peso e massa (por exemplo: turbinas), às vezes penosamente deslocadas por veículos que trafegam na superfície, pode trazer igualmente vantagem apreciável.

Nos anos mais recentes, o dirigível tem sido empregado com mais frequência em atividades de publicidade, sobretudo em grandes centros urbanos. De maneira análoga, os meios de comunicação social, especialmente os canais de televisão, o têm utilizado em rítmo crescente para a cobertura de eventos de massa, pois este veículo menos pesado do que o ar presta-se com vantagem para fotografar e filmar esses eventos de um ângulo privilegiado. Aventa-se igualmente a proposta de que venham a ser utilizados por companhias de correios em áreas de acesso mais difícil, como extensas áreas da Amazônia.

Seu emprego em programas turísticos, especialmente no eco-turismo, configura-se igualmente como uma aplicação a ser significativamente expandida ao longo da próxima década, permitindo aos usuários turistas, um aproveitamento máximo e repousante nessa atividade de lazer, dentro dos curtos períodos de tempo de que dispõem.

Nas situações de emergência, tais como desastres, enchentes, incêndios e outras calamidades públicas, esta aeronave leva igualmente vantagem sobre seu competidor imediato, o helicóptero, em termos de custo, capacidade e segurança. Na presente tecnologia o gás utilizado é o hélio (não inflamável) e o material do balão é constituído por materiais da mais alta resistência dentro dos modernos padrões tecnológicos.

Nos programas de vigilâcia e segurança, os dirigíveis foram vantajosamente utilizados no Brasil, no patrulhamento das costas brasileiras, especialmente Norte e Nordeste, durante a Segunda Guerra Mundial. Ainda existe hoje, no Amapá, uma antiga base (desativada) de dirigíveis que é visitada como atração turística. Seu emprego no patrulhamento da Amazônia parece ter lugar assegurado, mesmo que o país venha a adotar programas mais sofisticados de vigilância e defesa. O programa de controle e fiscalização ecológica, bem como as possibilidades de estudo e pesquisa "in loco"crescerão sensivelmente com a utilização desse veículo. Nessa mesma perspectiva, a vigilância tanto do tráfego urbano, como no tráfego ao longo das rodovias, pode trazer, às vias, arteriais e coletoras brasileiras, redobrada segurança e a possibilidade de proporcionar aos fluxos de transportes maior fluidez.

No hemisfério norte, o dirigível já tem sido aplicado em atividades de extrativismo vegetal, notadamente exploração de madeira em lugares menos acessíveis das Montanhas Rochosas. É verdade que nessas florestas heterogêneas (caso predominante na Amazônia Legal), o emprego do dirigível apresentaria vantagens ainda maiores, permitindo o corte seletivo de espécimens já maduros para o abate, sem prejuízos do seu ecosistema e evitando que se derrube a árvore indesejada. Resta, entretanto, verificar sua viabilidade econômica.

0 dirigível tem sido apontado como ideal para localização de cardumes, prospecção mineral, identificação de plantas medicinais e frutos alimentícios da floresta. Acima de tudo, ele poderá ajudar significamente a implantar um sistema de extrativismo responsável que preserve e enriqueça os meios físicos e bióticos dos ecossistemas brasileiro.

O COpTrnp/12ª RM (Centro de Operações de Transporte), gerenciador dos transportes na área sob jurisdição da 12ª RM, tem enfrentado sérias dificuldades para atender as necessidades de seus clientes. Sem dúvida, os dirigíveis podem diminuir grande parte das dificuldades encontradas no momento.

Com auxílio dos dirigíveis, haverá condições para promover, entre outros, o aproveitamento econômico dos espaços vazios do País com evidentes benefícios sociais e respeito à natureza: desbravamento e ocupação racional da Amazônia. De fato, os dirigíveis podem ser destinados ao transporte de produtos agro-pastoris, casas pré-fabricadas para implantação de pequenas comunidades e Pelotões Militares, pesquisas de minérios, transporte de equipamentos para construções pesadas e operação de obras de engenharia (pontes, micro usinas, etc.) transporte de veículos em geral, excursões turísticas, atendimento aos serviços de proteção, segurança de fronteiras e assim por diante. Podem, ainda, quando transformados em pequenos postos de saúde ou hospitais móveis, atender às diferentes comunidades espalhadas pelas regiões em desenvolvimento. Evidentemente, com o decorrer da experiência, diferentes outros benefícios seriam prestados pelos dirigíveis.

Além disso, os dirigíveis podem ser considerados como um meio suplementar aos atuais meios de transporte para passageiros e carga. O transporte, como indústria e prestação de serviços, gera nos países mais desenvolvidos uma das maiores frações do produto nacional bruto (cerca de 20% nos Estados Unidos). Um em cada dez trabalhadores é empregado em mover bens e passageiros de um lugar ao outro. As atividades desta magnitude envolvem energia e recursos elevados. Estes fatos são, também, motivação oportuna para se pesquisar outros meios que conduzam a um melhor desempenho da função transporte no país, sobretudo na Amazônia.

O que estamos estudando

Podemos citar, como dirigíveis que estão sendo estudados no projeto "O DIRIGÍVEL NA AMAZÔNIA":

THERMO PLANE ALA-600- Rússia
DKBA DP-800- Rússia
SPAS/2 e SPAS/3- Canadá
PAN ATLANTIC/ CAS 1200- Canadá
MAGNUS 60 - Canadá
ZEPPELIN N05 - Alemanha
CAMERON DP SERIES - Inglaterra
COLT AS 80 e COLT AS 105 - Inglaterra
AEROS 50 500 - EUA
WDL I e WDL I B –Alemanha
AHA- Austrália
SARI SHEN ZHOU-2 - China/Alemanha
AERAZUR - França
D-ORCA- Alemanha
DKBA DP-800 - Rússia
LINDSTRAND AS 300 - Inglaterra
ABC A-60 PLUS e A-120 LIGHTSHIP- EUA
WAI SKYSHIP / SENTINEL SERIES – EUA

Nas fotos abaixo, vôo de análise realizado em SAN FRANCISCO- CALIFÓRNIA, / DEZ-95, à bordo de um SKYSHIP 600-WESTINGHOUSE AIRSHIPS INC - EUA.

Interior do dirigível SKYSHIP-600
Equipagem de solo apoiando a decolagem do SKYSHIP-600

Conclusão

Quem acredita profundamente, empenha a sua vida por uma causa, por um ideal ou por uma pessoa. Temos o credo de sobrepujar esse obstáculo, que se constitui em mais um exercício para técnica, o talento e o esforço de todos aqueles que também crêem e cooperam para a concretização desse marco à nossa AMAZÔNIA.`

O homem precisa do desafio, não para a sua satisfação, mas para o seu crescimento. Estamos frequentemente diante de desafios, mas acreditamos que quando as dificuldades parecem crescer e os obstáculos multiplicam-se, o êxito está próximo. O dirigível em apoio ao transporte, principalmente ao transporte militar na AMAZÔNIA será inevitável, sendo, apenas, uma questão de tempo.

Bibliografia

1. ASSY, Tufi Mamed. O Dirigível e sua aplicação no brasil. Apostila da Escola Politécnica de São Paulo, 1995.

2. BAUMBERG, Nick. Pan Atlantic Aerospace Corp Canadá. Informações técnicas, 1995.

3. FELIPPES, Marcelo Augusto de. Monografia "O Batalhão de Transporte na Amazônia". Diretoria de Transporte, 1995.

4. FELIPPES, Marcelo Augusto de. Projeto Dirigíveis para a Amazônia, 1990.

5. HYBRID AEROSPACE INC. Palestra proferida pela empresa no auditório do Ministério dos Transportes, 1995.

6. THERMO PLANE DESIGN BUREAU. Informações Técnicas, 1995.

7. VARELLA GOMES, Sérgio. Palestra Proferida no auditório do Ministério dos Transportes, 1995.

8. WESTINGHOUSE AIRSHIPS INC. Palestra proferida pela empresa no auditório do Ministério dos transportes, 1995.

 

 
 
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