8º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado - Grupo Presidente Geisel
Histórico
O
8º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado teve sua origem no 5º Grupo
Móvel de Artilharia de Costa (5ºGMAC).
No dia 25 de maio
de 1943, foi criado o 8º Grupo Móvel de Artilharia de Costa, com a
absorção do material e do efetivo do 5º GMAC, com sede no bairro
do Leblon, tendo como finalidade, reforçar a defesa do porto e litoral
do Rio de Janeiro, durante a 2ª Guerra Mundial.
Em março
de 1944, na estruturação das forças que lutaram contra o
nazi-facismo na Europa, foi organizada a Bateria de Comando da Artilharia Divisionária
da Força Expedicionária Brasileira, que recebeu todo o efetivo da
1ª Bateria de Canhões do 8º GMAC.
Em setembro de 1946, recebeu a denominação de 8º
Grupo de Artilharia de Costa Motorizado, nome que ostenta até os dias atuais.
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| Localizada na entrada da Baía da Guanabara, a Fortaleza de Santa Cruz é uma das principais atrações de Niterói. Atualmente é a sede do Comando do 8ºGACosM. |
Em 1983, sua sede foi transferida do Leblon para a histórica Fortaleza
de Santa Cruz, na Cidade de Niterói-RJ, assumindo o aquartelamento do extinto
Presídio do Exército.
Em 1987, mudou-se para o local do extinto
30º GAC, no Barreto, até ser transformado, em 1992, em Grupo tipo
II, incorporando o efetivo da extinta 1ª/1ºGACosM e ocupando os fortes
Barão do Rio Branco, Imbuhy, São Luiz e Pico, em Jurujuba.
Decisão
Ministerial levou à nova transferência do Comando do Grupo e da Bateria
de Comando e Serviço para a Fortaleza de Santa Cruz, em 1994, permanecendo
as duas bateria de canhões em seus fortes.
Em Maio de 1998,
foi recebido pelo Grupo, o sistema de defesa de costa Astros II. Sendo criada
a Bateria de Lançadores Múltiplos de Foguetes, no Forte do Imbuhy.
Em 1999, a Unidade recebeu a denominação de Grupo Presidente
Geisel, em homenagem ao seu ex- Comandante, que se imortalizou na história
do Exército Brasileiro e do Brasil.
Atividade Fim
A Bateria
de Lançadores Múltiplos de Foguetes do 8º GACosM (Bia LMF),
localizada no Forte do Imbuhy, é dotada com o material ASTRO II, moderno
sistema de armas, projetado por brasileiros para se constituir em um dos mais
poderosos meios de apoio de fogo do mundo, sendo capaz de realizar a saturação
de área e bater alvos de grandes dimensões até o alcance
de 70 Km.
A Bia LMF do Imbuhy é composta de 1 Unidade de Controle
de Fogo, 4 Lançadoras Múltiplas Universais, 2 Viaturas Remuniciadoras
e uma Viatura Meteorológica. Seu primeiro exercício com tiro real
foi realizado em novembro de 1998, na região de Mar do Norte - Macaé
-RJ, inaugurando o emprego desse material na Artilharia de Costa.
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| Viatura ASTROS II e, ao fundo, o canhão Krupp
de 280 mm do Forte do Imbuhy | Lançamento do foguete
SS 30 na região de Mar do Norte, Macaé, durante a realização
do exercício de adestramento da OM. |
Assistência
Social
Hotéis de Trânsito do Forte Imbuhy
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| Entrada do Hotel de Trânsito de Oficiais do Forte do Imbuhy |
Localizados numa área privilegiada e de rara beleza na Praia do
Imbuhy e com uma das vista mais bonitas da cidade do Rio de Janeiro, os hotéis
de Trânsito do Forte Imbuhy oferecem aos oficiais, Subtenentes e Sargentos
excelentes serviços de hotelaria e uma infraestrutura que proporciona
conforto, comodidade e lazer à beira do mar, como sauna, churrasqueiras,
restaurante, quiosques na areia da praia, salão de jogos e um bar. Todas
as 24 suítes (11 Oficiais e 13 St/Sgt) possuem ar condicionado, TV a cabo,
telefone e frigobar.
Fortificações Históricas
Atualmente
o 8º GACosM ocupa uma área aproximada de 3.150.000 metros quadrados,
com cerca de 8 km de litoral, englobando cinco fortes históricos, que estão
sob sua administração: a Fortaleza de Santa Cruz e os fortes Barão
do Rio Branco, São Luiz, Pico e Imbuhy.
a. Fortaleza de Santa Cruz
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| Os canhões que protegiam a Baía, agora
são objetos da curiosidade dos visitantes da Fortaleza de Santa Cruz. |
A Fortaleza de Santa Cruz foi estabelecida por Villegaignon, em 1555,
que improvisou uma fortificação para a defesa da França Antártica.
Tomada por Mem de Sá doze anos depois, esta fortificação
foi ampliada e transformada no principal ponto de defesa da Baía de Guanabara,
recebendo o nome de Nossa Senhora da Guia. A partir de 1632 foi denominada Fortaleza
de Santa Cruz da Barra, passando por obras de remodelação, com pedras
já cortadas e numeradas vindas de Portugal, que só terminaram em
1870. Teve, mais tarde, participação efetiva em momentos importantes
da História do Brasil. Localizada na entrada da Baía da Guanabara,
foi tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional em 04 Out 39, tornando-se
uma das principais atrações do roteiro turístico niteroiense,
recebendo diariamente turistas do mundo inteiro.
b. Forte Barão
do Rio Branco
Não há registros precisos sobre a época
da construção do Forte da Praia de Fora (hoje denominado Forte Barão
do Rio Branco), no entanto, tudo indica que a mesma ocorreu juntamente com o estabelecimento
da Bateria de Nossa Senhora da Guia, no ano de 1567, na Ponta de Santa Cruz, tendo
sido erguida para proteger o flanco daquela posição.
Entretanto
é certa sua participação durante as incursões dos
piratas franceses em 1710 e 1711. No ano de 1887, o Forte era artilhado com 24
canhões de bronze portugueses e dois canhões "à barbeta",
fabricados na Inglaterra. Estes dois últimos permanecem em posição
até hoje no Pátio do Forte.
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| Vista da entrada do Forte Barão do Rio Branco. | A
praia do Forte Barão do Rio Branco, com águas limpas e calmas. |
. Forte São Luiz e Forte do Pico
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| As ruínas do Sec XVIII do Forte do Pico têm
atraído milhares de turistas nos finais de semana |
O
Forte São Luiz data de 1567, com o estabelecimento, no local, de um posto
de observação e vigilância da Bateria Nossa Senhora da Guia.
A sua efetiva construção deu-se entre 1769 e 1770, no governo do
Marquês do Lavradio.
A Fortificação foi concluída
em 1775. Alguns anos mais tarde, porém, seu comando foi extinto, e sua
guarnição incorporada à da Fortaleza de Santa Cruz. O Forte
permaneceu abandonado entre 1831 e 1863, até sua reativação,
em decorrência da "Questão Christie".
Atendendo
aos imperativos de mudança de tática da época, e por determinação
do Mal Hermes da Fonseca, foi iniciada, em 1913, a construção de
nova fortificação, mais moderna e localizada na parte mais elevada.
As obras terminaram em 1918.
Incorporado ao Forte Barão do Rio Branco
em 1938, permaneceu como seu Quartel de Guerra até a sua extinção,
passando suas instalações e armamentos à 1ª Bateria
do 1º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado e ao Forte do Imbuhy.
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| Vista aérea do Forte de São Luiz e seus obuseiros krupp de 280mm.
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Em 1992, a fortificação
e seu acervo passaram à responsabilidade do 8ºGACosM e em abril de
98 o Forte São Luiz foi aberto à visitação pública
aos sábados, domingos e feriados.
d. Forte do Imbuhy
A construção
do Forte do Imbuhy iniciou-se em 1863, e tinha por função ligar-se
com o Forte Barão do Rio Branco, o qual, por sua vez, cruzava fogos com
a Fortaleza de Santa Cruz. Em 1871 as verbas destinadas à sua construção
foram remanejadas para outros fortes, prosseguindo no entanto as obras até
1877, quando foram totalmente paralisadas. O forte permaneceu abandonado até
que, em 1894, os planos de construção foram reativados, decidindo-se,
então dotá-lo de uma cúpula encouraçada, armada com
canhões de 280 mm e 75 mm, de origem alemã.
Em 1901, o Forte
do Imbuhy foi inaugurado e considerado um forte de primeira classe por possuir
os maiores canhões de cúpula do mundo na época. Em 1957 o
Forte do Imbuhy foi desativado e, em agosto de 98, foi aberto à visitação
pública aos sábados, domingos e feriados.
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| Considerado um forte de primeira classe na época
de sua inauguração, o Imbuí foi aberto a visitação
pública em agosto de 1998. | A praia do Forte Imbuí
é considerada um verdadeiro paraíso para seus visitantes |
Endereço: Alameda Marechal Pessoa Leal, 265
Bairro:
Jurujuba
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