REEQUIPAMENTO DA FORÇA
TERRESTRE
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Travessia do Canal de Suez
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A família de "pontes-fita",
considerada um marco revolucionário no projeto de pontes flutuantes,
teve origem na ponte Plitnyi Mostoroj Park, de fabricação
soviética.
A ponte foi empregada com sucesso,
pela primeira vez, pelas forças egípcias na travessia do Canal de
Suez, em 1973.
A genialidade do projeto foi
reconhecida internacionalmente e serviu de base para a "Improved
Float Bridge" ou "Ribbon Bridge", constituída
em viatura de transporte, seção de rampa e seção interna, semelhantes
à ponte soviética.
Outras indústrias desenvolveram
projetos semelhantes, e o modelo da ponte passou a ser fabricado
também na Alemanha, República Tcheca e Coréia do Sul.
Atualmente, o sistema de ponte
flutuante dobrável é empregado por forças de defesa de todo o mundo,
para superar rios e outros obstáculos, com rapidez e simplicidade.
Pode ser lançado em um prazo dez vezes menor e com apenas um quinto
do pessoal necessário para outros modelos de pontes em uso.
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| EQUIPAMENTO DE PONTE FLUTUANTE TIPO RIBBON |
A equipagem de ponte flutuante tipo Ribbon
é composta das seguintes peças: o módulo ou seção interna ( em número
variável, de acordo com a largura do rio ou carga a ser transportada),
o módulo ou seção de rampa ( em número de duas, sendo uma para cada
margem) e embarcações de manobra.
Os módulos ou seções são semelhantes,
possuindo duas partes internas tipo pista de rolamento. A extremidade
de margem das seções de rampa é afilada e acrescida de duas rampas
de aproximação, além de ser provida de um sistema que permite incliná-la,
adaptando-se às condições das margens.
As seções possuem engates tipo macho ou fêmea
nas bordas opostas, permitindo a ligação cujo travamento é feito
por pinos.
As viaturas de transporte possuem
chassis adaptado, que possibilita o transporte, lançamento e recolhimento
das seções de ponte.
As seções internas e de rampa
são transportadas nas viaturas. Ao serem lançadas do veículo para
a água, desdobram-se automaticamente e flutuam. São, então, conduzidas
por embarcações de manobra para os locais de montagem de pontes
ou portadas.
As embarcações, atuando a jusante da ponte,
evitam o curvamento causado pela correnteza.

O sistema permite a montagem
de pontes, com ligação contínua entre as duas margens de um rio
que constitui obstáculo, ou de portadas, que podem ser lançadas
com três a cinco seções interiores. As portadas são conduzidas pelas
embarcações de manobra, posicionadas de maneira perpendicular ou
paralela à pista de rolamento.
| CAPACIDADE DE CARGA
DAS PONTES E PORTADAS TIPO RIBBON |
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| As portadas foram submetidas a teste de
avaliação, no ano de 1999, transpondo viaturas blindadas de
combate Leopard A1 e M60A3, recentemente recebidas pelo Exército
Brasileiro, realizando operações de travessia embarque,
navegação e desembarque |
As equipagens de pontes
flutuantes tipo Ribbon normalmente suportam carga até a classe
60. No entanto, a capacidade de carga é determinada de acordo com
as características técnicas de cada modelo e com os seguintes fatores:
velocidade média da correnteza, profundidade média do curso de água,
posição da embarcação de manobra, número de módulos interiores,
número de vias utilizadas na ponte e velocidade dos veículos durante
a travessia.
A Diretoria de Material de Engenharia tem recomendado
que, nos planejamentos das operações, sejam observadas as especificações
constantes dos manuais técnicos dos respectivos fabricantes, para
a obtenção dos dados sobre a capacidade de carga, efetivos e tempos
necessários para a montagem e operação.
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PAÍS
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FABRICANTE
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MODELO
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QUANTIDADE
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OM
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| ALEMANHA |
EWK |
FBS |
04 portadas |
2º, 5º e 9º
BE Cmb |
| KRUP |
FFB-2000 |
03 portadas |
3º, 6º e 12º
BE Cmb |
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| A manutenção das equipagens tem sido realizada
adequadamente em firmas nacionais. Espera-se que, brevemente,
o parque fabril nacional possa fabricar componentes de pontes
tipo Ribbon |
A equipagem de pontes flutuantes
tipo Ribbon destina-se a substituir materiais semelhantes,
que já não preenchem os requisitos exigidos pela guerra moderna.
Está prevista na dotação das
companhias de Engenharia de combate, orgânicas das brigadas de Infantaria
e de Cavalaria.
As unidades de Engenharia Divisionária
também foram dotadas com as equipagens, visando à simplicidade e
à economia de meios no apoio às transposições preparadas, obtendo-se,
assim, a rapidez necessária à mobilidade das forças amigas.
Para atender a uma das principais
características da Engenharia apoio em profundidade
as unidades de Engenharia do escalão exército de campanha também
foram dotadas com equipagens de pontes flutuantes.
Apresentando avançadas concepções
de projeto e novos encargos para as unidades de Engenharia, a ponte
flutuante dobrável tipo Ribbon reescalonou prazos e prioridades
nas operações de transposição de cursos de água.
A versatilidade do sistema permite a conexão
entre modelos de diferentes fabricantes, como ficou comprovado, em
1999, quando os militares de Engenharia, ao utilizarem modelos fabricados
nos dois países, concluíram a montagem de uma ponte de 140 metros
em somente 28 minutos.