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Notícias - Verde-Oliva |
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Brasília - DF - Ano XXX - N.º 176 - Out/Nov/Dez 2002
ARRAIAL DO BOM JESUS
O PRIMEIRO QG DO EXÉRCITO BRASILEIRO
Em 3 de agosto de 1645, tropas luso-brasileiras superaram o exército
de ocupação holandês em uma batalha campal, por intermédio
de várias emboscadas taticamente articuladas, por Antônio
Dias Cardoso, do sopé ao alto do monte das Tabocas (veja Verde-Oliva
175), tornando viável a campanha militar de restauração
da Pátria. Aquela vitória inaugurou a etapa que ficou conhecida
como Guerra da Restauração ou Insurreição
Pernambucana.
Àquele sucesso, que abriu a campanha militar da insurreição,
seguiu-se um rosário de vitórias: Casa Forte; pontal de Nazaré;
Igarassu; Porto Calvo; Serinhaém; Tamandaré; Santo Antônio
do Cabo; e Sergipe (Forte Maurício), culminando com o cerco terrestre
dos holandeses no Recife. Os patriotas, então, apoiados em uma linha
de redutos e estâncias, iniciando ao norte de Olinda e em torno dos
atuais bairros do Recife, Casa Forte, Curado, Tejipió, Ibura e Muribeca,
submeteram os holandeses a eficiente e rigoroso isolamento.
Naquela ocasião, decidiram construir o Arraial Novo do Bom Jesus,
com amuradas de terra batida e artilhado com canhões tomados aos holandeses,
para servir de base logística e de centro das operações.
ARRAIAL NOVO DO BOM JESUS
O Arraial Novo do Bom Jesus, segundo o historiador José Gonsalves
de Mello em Restauradores de Pernambuco, foi iniciado em setembro
de 1645, e sua construção demorou três meses. O forte
foi traçado pelo comandante Dirk Van Hoogrtraten, que passou
a cooperar com os patriotas, após ter capitulado sem luta, no pontal
de Nazaré. Erguido pelo mestre-de-campo Teodósio Estrate,
está situado na atual Avenida do Forte, no bairro do Cordeiro. Ao forte
foi destinada primordialmente a função de reunir o grosso de
armas e víveres da campanha e servir como área de apoio logístico
e de comando. Ali, concentravam-se as forças, que partiam para atacar
o inimigo. Assim, se passaram aqueles longos nove anos de vigília.
As tropas eram adestradas, o material bélico manutenido e a saúde
dos homens cuidada, permanecendo tudo pronto, à espera de uma chance
de infligir derrotas ao inimigo. As oportunidades surgiram em 1648, quando
os patriotas fizeram uma marcha noturna, forçada, ocupando primeiro
os montes Guararapes e, em 1649, quando, desbordando por Muribeca surpreenderam
pela retaguarda as forças holandesas, que foram, em ambas as ocasiões,
derrotadas naquelas elevações.
Para
o Forte do Arraial Novo do Bom Jesus eram recolhidos os feridos e os mortos
nas batalhas. A ele foi encaminhado o bravo Felipe Camarão,
mortalmente ferido na primeira batalha dos Guararapes.
No local, ainda se encontram vestígios de uma amurada e de dois baluartes
do primitivo forte.
Hoje em dia, o forte é um monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional. Seu nome serve de denominação
histórica ao 4º Batalhão de Comunicações
do Exército, unidade orgânica do Comando Militar do Nordeste.
A área está envolvida por uma praça pública, sob
o domínio da Prefeitura do Recife. É um amplo espaço,
adequado a muitas atividades de lazer a céu aberto. Mas lhe falta um
tratamento especial, para que não seja degradado pelas pessoas que
o freqüentam, por desconhecimento do que representa o sítio em
que foram traçados os planos da restauração da Pátria.
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Fotos: Cel Rosty/COTER
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| Situação atual do Arraial Novo do Bom
Jesus. Na foto à direita o obelisco em mármore sobre um
dos possíveis taludes |
Durante as lutas contra o invasor holandês, o Forte do Arraial Novo
do Bom Jesus, O Primeiro Quartel-General (QG) do Exército Brasileiro,
em nenhum momento, foi conquistado pelo inimigo, representando um marco da
determinação de um povo em defesa da nacionalidade brasileira.
Enquanto o Forte Real (Arraial) do Bom Jesus representou o início
da resistência pernambucana, liderada por Matias de Albuquerque,
o Forte do Arraial Novo do Bom Jesus" simbolizou o epicentro
da guerra pela restauração de Pernambuco, liderada por Barreto
de Menezes, João Fernandes Vieira, André Vidal
de Negreiros, Felipe Camarão e Henrique Dias
Patriarcas da Nacionalidade e do Exército Brasileiro.
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ARRAIAL NOVO DO BOM JESUS
PRIMERO QG DEL EJÉRCITO BRASILEÑO
En 3 de agosto de 1645, tropas luso brasileñas sobrepasaron
el ejército de ocupación holandés en una batalla
campal, por intermedio de varias emboscadas tácticas articuladas,
por Antonio Dias Cardoso, desde abajo hasta arriba del monte
de las Tabocas ( véase Verde Oliva 175), viabilizando la compañía
militar de restauración de la Patria. Aquella victoria inauguró
la etapa conocida como "Guerra de Restauração",
o " Insurreição Pernambucana".
Tras aquel suceso, que comenzó la campaña militar de
la insurrección, se siguieron otras victorias: "Casa Forte",
"Pontal de Nazaré", "Igarassu", "Porto
Calvo", "Serinhaém", "Tamandaré",
"Santo Antonio do Cabo", y "Sergipe" ("Forte
Mauricio"), culminando con el cerco terretre de los holandeses
en "Recife". Los patriotas, apoyados en una línea de
reductos y estancias, iniciando al norte de Olinda y alrededor de los
actuales barrios del Recife, Casa Forte, Curado, Tejipió, Ibura
y Muribeca, les submetieron a los holandeses a eficiente y riguroso
aislamiento.
En aquella ocasión, decidieron construir el Arraial Novo do
Bom Jesus, amurallado de tierra batida y armado con cañones tomados
de los holandeses, para servir de base logística y de centro
de operaciones.
ARRAIAL NOVO DO BOM JESUS
Según el historiador José Gonsalves de Mello,
en "Restauradores de Pernambuco", el Arraial Novo de Bom Jesus
comenzó en 1645 y su construcción tardó tres meses.
El comandante Dirk Van Hoogrtraten trazó el fuerte y cooperó
con los patriotas tras haber capitulado, sin lucha, en el "Pontal
de Nazaré". Está ubicado en la Avenida del Fuerte,
en el barrio del Cordeiro y el maestro de campo Teodósio Estrate
lo erguió.
Le fue destinada primordialmente al fuerte, la función de reunir
la mayor parte de armas y víveres de la campaña y servir
como área de apoyo logístico y de comando. Allí,
se encontraban las fuerzas, que partían para atacar al enemigo.
Así se pasaron nueve largos años de vigilia. Las tropas
eran adiestradas, el material bélico mantenido y la salud de
los hombres cuidada, estando todo listo a la espera de una chance de
derrotar al enemigo. Las oportunidades surgieron en 1648, cuando los
patriotas hicieron una marcha nocturna, forzoza, ocupando primero los
montes Guararapes y, en 1649, cuando, desbordando por Muribeca les sorprendieron,
por la retaguardia, a las fuerzas holandesas, que en las dos ocasiones
fueron derrocadas en aquellas elevaciones.
Los heridos y los muertos en la batalla eran recogidos y llevados al
Fuerte de Arraial do Bom Jesus, de entre ellos el bravo Felipe Camarão
mortalmente herido en la batalla de Guararapes.
En el local todavía se encuentran huellas de una muralla y dos
baluartes del primitivo fuerte.
Hoy en día, el fuerte es un monumento protegido por el Instituto
del Patrimonio Histórico y Artístico Nacional. Le nombraron
al 4º Batallón de Comunicaciones del Ejército ( unidad
orgánica del Comando Militar del Nordeste) con su nombre. El
área tiene una plaza pública alrededor, bajo el dominio
de la Prefectura del Recife. Es un espacio amplio, adecuado a muchas
actividades de ocio. Sin embargo le falta un tratamiento especial, para
que las personas que lo frecuentan no lo destrocen por la razón
de desconocer lo que representa.
El enemigo, durante las luchas, en ningún momento conquistó
el fuerte del Arraial do Bom Jesus, el Primero Quartel General
(QG) del Ejército Brasileño. De hecho ello representó
un hito de la determinación de un pueblo en defensa de la nacionalidad
brasileña. Mientras el Forte Real (Arraial) do Bom Jesus
representó el inicio de la resistencia pernambucana, liderada
por Matias de Alburqueque, el Forte do Arraial Novo do
Bom Jesus fue símbolo del epicentro de la guerra por la
restauración de Pernambuco, liderada por Barreto de Menezes,
João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros,
Felipe Camarão y Henrique Dias Patriarcas
de la Nacionalidad y del Ejército Brasileño.
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(Esta matéria está publicada no livro As Grandes Vitórias,
de autoria do Cel Inf QEMA CLÁUDIO SKORA ROSTY, editado pelo
EGGCF - Gráfica do Exército, 2002).
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