Brasília - DF - Ano XXXII - Nº 185 Jul / Ago / Set 2005
Força Expedicionária Brasileira - 60 Anos -
Final
L. P. Macedo Carvalho

Desembarque do primeiro escalão da FEB
no porto de Nápoles
A chegada da FEB à Itália assinala a presença
militar brasileira na Segunda Guerra Mundial. Era a primeira tropa ibero-americana
formada pela fusão de várias raças a cruzar
o Atlântico para lutar além-mar na bota italiana,
sob condições climáticas e em terreno adversos, contra
experiente inimigo de atestada capacidade de combate, tudo para ajudar a libertar
a Europa do jugo nazifascista.
Numa feliz síntese, o Comandante da FEB relata a trajetória
brilhante das Armas brasileiras na campanha da Itália:
Após oito meses de combates constantes, em que, como todos os
exércitos, sofremos pesados reveses e obtivemos brilhantes vitórias,
o balanço de uns e outras é ainda favorável às
nossas armas.
[De 16 de setembro de 1944 a 2 de maio de 1945], a FEB percorreu, conquistando
ao inimigo, às vezes palmo a palmo, cerca de 400 quilômetros,
de Lucca a Alessandria, pelos vales dos rios Sercchio, Reno e Panaro, e pela
planície do Pó; libertou quase meia centena de vilas e cidades;
sofreu mais de 2.000 baixas, entre mortos, feridos e desaparecidos; fez o
considerável número de mais de 20.000 prisioneiros; venceu pelas
armas e impôs rendição incondicional a duas divisões
inimigas. É registro deveras honroso para uma divisão de infantaria.
Um dia se reconhecerá que o seu esforço foi superior às
suas possibilidades materiais, porém plenamente consentâneo com
a noção de dever e amor à responsabilidade revelados
pelos nossos homens em todos os degraus e escalões da hierarquia e
em todas as crises e circunstâncias da campanha...
Regressamos com feridos ainda sangrando dos últimos encontros, mas
nunca, pela nossa atuação, o prestígio e o nome do Brasil
periclitaram ou foram comprometidos. É bem verdade, e vale a pena afirmar,
que preço bem alto pagamos por esse resultado. O sangue de nossos bravos
camaradas tingiu de vermelho as belas verde-escuras montanhas dos Apeninos
e algumas centenas de nossos companheiros não retornarão à
Pátria conosco e dormem o sono eterno [sob o Monumento aos Mortos
da Segunda Guerra Mundial, no aterro da Glória].
[Em apenas 239 dias de ação contínua] muitos foram os
triunfos que incorporamos ao rico patrimônio e às nossas tradições
militares. Camaiore, Monte Prano, Barga no vale do Serchio; Monte Castello,
La Serra, Castelnuovo no vale do Rio Reno; Montese, Zocca, Marano su
Panaro no vale do Rio Panaro; Collechio e Fornovo di Taro na
planície do Pó.

Marechal Alexander, à esquerda, visita o quartel-general da Divisão
brasileira.
Ao centro, vê-se o General Crittenberger e à direita, de costas,
o General Mascarenhas de Moraes
Estes nomes se inscreverão, por certo, dentre aqueles
que recebem o culto de gerações patrícias, porque na
Itália, como nos campos de batalha sul-americanos,o Exército
Brasileiro mostrou-se
digno de seu passado...
A PRESENÇA MILITAR BRASILEIRA NA GUERRA
A Segunda Guerra Mundial surpreendeu a Marinha do Brasil com quase a mesma
estrutura de 1918, quando operou na costa ocidental da África, de Serra
Leoa para o Norte, em apoio aos aliados. Não dispúnhamos sequer
de aviação embarcada. Com a Marinha limitada pela falta de meios
para atender às necessidades, deu-se prioridade a operações
predominantemente defensivas na faixa litorânea Leste e Nordeste, complementadas
por ações do Exército e da Força Aérea.
O envolvimento da Marinha do Brasil no conflito iniciou-se com a criação
da Divisão de Cruzadores, reforçada por navios mineiros, cuja
missão era realizar a patrulha da neutralidade contra submarinos
do Eixo.
A nossa entrada na guerra fez os Estados Unidos da América (EUA) reforçarem
a defesa do litoral brasileiro com a 4ª Esquadra, sob o comando do Contra-Almirante
Jonas H. Ingram. Para garantia do sucesso na estratégica faixa
marítima adjacente à costa do Brasil, impunha-se unidade de
comando dos elementos aéreos e navais de ambos os países. Dessa
forma, o Brasil e os EUA acordaram em organizar o Comando da Força
do Atlântico Sul, ficando o controle operacional das forças brasileiras
e norte-americanas nas mãos do Almirante Ingram. Em conseqüência
disso, a Divisão de Cruzadores foi extinta, criando-se a Força
Naval do Nordeste, sob o comando do Vice-Almirante Alfredo Carlos Soares
Dutra, transformada posteriormente na Força-Tarefa 46 do Comando
do Atlântico Sul, que chegou a ter 142 unidades navais norte-americanas
e 37 brasileiras. O quartel-general do Comando da Força do Atlântico
Sul foi instalado no Recife e houve cessão, aos norte-americanos, de
bases situadas em Belém, Fortaleza, Natal e Salvador.
A maior parte das atividades desenvolvidas pela Marinha do Brasil constituiu-se
no patrulhamento das nossas águas territoriais e na proteção
dos comboios que iam e vinham de Trinidad, nas Antilhas. Aspecto importante
da campanha marítima no Atlântico Sul foi o patrulhamento oceânico
para bloqueio do transporte de suprimentos essenciais às potências
do Eixo realizado por embarcações alemãs e italianas
entre a França e o Japão, via Cabo da Boa Esperança.
A Marinha do Brasil escoltou 575 comboios, num total de 3.164 navios de 16
nacionalidades e de 16.486.062 toneladas brutas de arqueação,
percorrendo 600.000 milhas marítimas o que equivale a 28 voltas
em torno da Terra, no Equador e perdendo apenas três dos cargueiros
escoltados, ou seja, 0,09% dos barcos protegidos e 0,08% da tonelagem comboiada.
Treze navios tripulados de nossa frota mercante e três petroleiros sem
tripulação foram arrendados aos EUA nessa ocasião, pelo
preço simbólico de US$ 1.00 (um dólar) mensal por unidade,
tendo havido, também, o comprometimento brasileiro em destinar 23 outras
embarcações à navegação entre o Brasil
e portos norte-americanos. No litoral brasileiro, foram destruídos
10 submarinos alemães e um italiano, sendo que um outro, alemão,
foi afundado pela própria tripulação o U-604,
submarino abastecedor, vulgarmente chamado de vaca leiteira. As
forças navais brasileiras estabeleceram 66 contatos seguidos de ataques
a submarinos inimigos, o que foi confirmado pelos alemães.
Além da escolta dos comboios regulares, a Marinha realizou 248 missões
especiais para abastecimento da Ilha de Fernando de Noronha, para transporte
de tropas, armamento e suprimentos diversos e para outros fins. Afora essas
missões, a Marinha incumbiu-se
também da proteção do cabo submarino que
garantiu comunicações seguras com os Estados Unidos e a Europa,
da destruição de minas submarinas, do salvamento de náufragos
no mar e do socorro exclusivo a aviões da Força Aérea
dos EUA entre Dakar e Natal.
Em face da ameaça de Hitler contra os principais portos e ilhas
estratégicas brasileiros, os couraçados Minas Gerais e São
Paulo, inadequados para a guerra anti-submarina, fundearam em Salvador e no
Recife, respectivamente, para reforçar a defesa terrestre desses importantes
ancoradouros, enquanto um destacamento de fuzileiros navais ocupou a Ilha
de Trindade.

Acampamento em San Rossore, Pisa
A Marinha do Brasil perdeu ao todo, durante a Segunda Guerra
Mundial, três belonaves: o navio-transporte Vital de Oliveira, a corveta
Camaquã e o cruzador Bahia, sofrendo 486 baixas. Os ataques dos submarinos
do Eixo resultaram no afundamento de 35 navios mercantes brasileiros, num
total de 150.209 toneladas, o correspondente a mais de um terço de
nossa frota comercial, e na perda de 972 vidas.
Esses dados expressam o tremendo esforço feito pelas forças
navais brasileiras com os poucos recursos disponíveis para bem cumprir
as múltiplas e inúmeras missões que exigiram permanência
contínua no mar até depois do fim da guerra.
A Força Aérea Brasileira (FAB), criada em 20 de janeiro de 1941
por amalgamento da antiga Aviação Militar do Exército
com a Aviação Naval, também esteve presente nos céus
da Itália durante a Segunda Guerra Mundial, representada pelo 1º
Grupo de Aviação de Caça o Senta a Pua!
e pela 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação
a Olho Nele.
O 1º Grupo de Aviação de Caça, equipado com os aviões
P-47 Thunderbolt, de fabricação norte-americana, operou integrado
ao 350th Fighter Group; a 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação,
dotada de aeronaves L4-H Piper Cub, atuou adida à Artilharia Divisionária
da FEB.
O 1º Grupo de Aviação de Caça entrou em ação
no espaço aéreo inimigo voando sobre território italiano
e alemão. Nos dias de vôo, os brasileiros cumpriram, em média,
20 missões, sendo que, nos primeiros quatro meses de operação,
os caças brasileiros efetuaram 1.728 surtidas e foram atingidos pelo
fogo antiaéreo inimigo 103 vezes, o que representa, em média,
um avião atingido a cada 17 missões.
Em todas as missões, os caças brasileiros enfrentaram caças
inimigos e cerrado fogo de canhões antiaéreos de 20 a 40mm,
por voarem a média e baixa alturas, mas, na maioria das vezes, conseguiram
retornar à base mesmo estando avariados.
Entre os 48 pilotos do 1º Grupo de Caça que realizaram missões
de combate registraram-se 22
baixas. Cinco pilotos faleceram em razão da derrubada dos aviões
pela artilharia antiaérea; oito saltaram de pára-quedas sobre
território inimigo, quando seus aparelhos foram atingidos; três
faleceram em acidentes de aviação e seis foram afastados do
vôo por prescrição médica.
O desempenho dos caçadores brasileiros, no último
mês de guerra, pode ser melhor avaliado pelo seguinte trecho do relatório
oficial do 350th Fighter Group:
Durante o período de 6 a 29 de abril de 1945, o Grupo de Caça
brasileiro voou 5% das surtidas executadas pelo XXII Comando Aerotático
e, no entanto, dos resultados obtidos por esse Comando, foram oficialmente
atribuídos aos brasileiros 15% dos veículos inimigos destruídos,
28% das pontes destruídas, 36% dos depósitos de combustíveis
danificados e 85% dos depósitos de munição atingidos.
A 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação
voou 1.282 horas sobre as linhas inimigas, cumprindo missões de observação
em proveito da artilharia da FEB.
A participação da FAB durante a Segunda Guerra Mundial não
deve ser avaliada pelo efetivo reduzido presente na Itália, mas pelo
elevado desempenho obtido, se comparado ao de outras unidades similares de
diversas nacionalidades que constituíram o poder aéreo aliado
empregado no Teatro de Operações do Mediterrâneo. Mas
a atuação da FAB não se limitou ao Mediterrâneo.
Significativa também foi sua ação no Atlântico
Sul, dando cobertura a comboios marítimos, patrulhando o litoral e
atacando e afundando submarinos inimigos.
CONSEQÜÊNCIAS DA PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NA GUERRA
No balanço final do tributo pago a Marte na Segunda Guerra Mundial,
o Brasil colheu bônus e ônus que chegam a questionar, às
vezes, se, realmente, teríamos saído vitoriosos do conflito.
Em termos geopolíticos, adquirimos expressão estratégica
mundial: ficou comprovada a importância das ilhas oceânicas e
do saliente nordestino do Brasil cognominado Trampolim da Vitória
para a guerra anti-submarina, para as campanhas da China-Burma-Índia
e da África e, posteriormente, para a invasão da Itália.
Em reconhecimento aos esforços do Brasil em prol da vitória
aliada, assim se expressou Cordell Hull Secretário de Estado
dos EUA no período 1943-1944 e Prêmio Nobel da Paz em 1945
em suas Memórias:
Sem as bases aéreas, as vitórias na Europa e na Ásia
não teriam ocorrido tão cedo. Essas bases, projetando-se à
distância no Atlântico Sul, permitiram que voassem os nossos aviões,
em grande número, para a África Ocidental, e dali para os teatros
de operações na Europa e no Extremo Oriente; não fossem
as bases brasileiras, não nos teria sido possível ajudar os
ingleses no Egito, como fizemos no momento crucial da batalha de El Alamein
(...). Enviou, ainda, o Brasil uma força expedicionária à
Europa. Contribuiu sua Marinha de Guerra para o patrulhamento do Atlântico.
No esforço para abastecer os EUA, perdeu o Brasil parte considerável
da sua Marinha Mercante.
No campo político, a maioria do povo brasileiro assimilou os ideais
democráticos, a despeito das crises internas até hoje vividas
pelo país. O sacrifício exigido dos brasileiros na luta contra
o totalitarismo nazifascista acabou por derrubar a ditadura de Vargas
e restabelecer a democracia.
O impacto da guerra sobre nossa frágil economia mostrou-se contraditório.
Após a guerra, o Brasil, que perdera os antigos mercados europeus,
não chegou a manter os novos, voltando a ser o tradicional exportador
de algodão, cacau e café.
Apesar das perdas sofridas pela nossa Marinha Mercante; das despesas operacionais
com as Forças Armadas, num total de 361 milhões de dólares
que foram pagos, em última prestação, no dia 1º
de julho de 1954, e dos quase 2 bilhões de marcos pagos pelo País
à Alemanha pela compra de material bélico que não chegou
a ser entregue, o Brasil foi o único país que, tendo efetivamente
participado das operações de guerra, viu-se excluído
da Conferência de Reparação de Guerra de Paris, deixando,
assim, de receber qualquer indenização pelos prejuízos
experimentados, conforme ficara acordado em Ialta e Potsdam.
Dos saldos em moeda forte congelados nos EUA e na Inglaterra, provenientes
de exportações feitas durante e após a guerra, malbaratamos
boa parte importando automóveis, geladeiras, rádios, uísque
e quinquilharias e aceitamos a aplicação de outra parcela na
recuperação de empresas estrangeiras instaladas no País.
Ou seja, quase nada recebemos. O Brasil contribuiu, também, com quase
um bilhão de dólares para a criação do Banco Internacional
de Reconstrução. Assim, apesar de vencedores em combate, em
termos econômicos acabamos, na realidade, piores que os vencidos.
A guerra revelou o despreparo das Forças Armadas para cumprir missões
além-mar. Não possuíamos mentalidade de país marítimo,
a despeito de nosso vasto litoral. A necessidade de centralização
dos meios aéreos ensejou a criação da Força Aérea
Brasileira. A evidente carência de um órgão militar de
cúpula para coordenar o emprego das Forças Armadas em operações
exigiu a organização do Estado-Maior das Forças Armadas
(EMFA) e a criação da Escola Superior de Guerra. A Lei de Empréstimos
e Arrendamentos, que tanto sangrou nossa debilitada economia, teve um aspecto
positivo proporcionou a modernização material das Forças
Armadas. A profissionalização militar, exigida pela doutrina
norte-americana que fora incorporada com a guerra, permitiu que tomássemos
conhecimento de nossas potencialidades e vulnerabilidades e que elaborássemos
uma doutrina militar brasileira, além de ter aberto caminho para a
nacionalização de parcela indispensável do material de
emprego militar, com o desenvolvimento da indústria aeroespacial, naval
e de material bélico.
Na área social, verificou-se o reconhecimento da obrigatoriedade de
valorização do homem, com a redução do analfabetismo,
de doenças endêmicas, da fome e da miséria que, no entanto,
até hoje nos afligem.
Cicatrizadas as feridas causadas pelo conflito, o povo brasileiro não
alimentou ódio nem discriminação contra os antigos inimigos,
devolvendo-lhes bens postos em custódia ou seqüestrados durante
a guerra e acolhendo levas de imigrantes europeus e japoneses.
Inegavelmente, a epopéia escrita pela FEB na Itália, pelas Marinha
de Guerra e Marinha Mercante no Atlântico Sul e pela Força Aérea
nos céus brasileiros e europeus dificilmente poderá cair no
esquecimento e ver-se substituída nas páginas de nossa História
Militar, que se confunde com a da própria nacionalidade. Foi um esforço
sobre-humano um verdadeiro milagre o fato de termos ido à
guerra, de termos nos superado ante o estágio de despreparo e subdesenvolvimento
em que nos encontrávamos. Foi um fato que nos cobriu de glórias.
Infelizmente, a desmobilização da FEB, prematuramente realizada
por motivos políticos, gerou problemas que até hoje não
tiveram solução e impediu a absorção de valiosos
ensinamentos colhidos a duras penas nos campos de batalha.
Decorridos mais de seis décadas do reconhecimento do estado de guerra,
que tantos sacrifícios e padecimentos nos trouxe, cumpre neste retrospecto
histórico lembrar à comunidade internacional, particularmente
aos aliados de ontem, a necessidade de reconhecer as injustiças cometidas
na Conferência de Reparação de Guerra de Paris. Nesse
mundo egoísta de blocos competitivos e desumanos, a falta de visão
perspectiva histórica poderá transformar a nova ordem mundial
em desordem internacional.

Monte Castello (no alto, à esquerda) coberto de neve, ainda sob domínio
dos alemães
O século XX caracterizou-se por ser o século das
grandes guerras. Infelizmente, o terceiro milênio, em que pese os incansáveis
esforços pela paz, não se afigura muito animador.
A verdade está na arena da História, onde os agentes dos fatos,
transfigurados pela lama, poeira, suor e tensão aqueles que,
pela tenacidade, convertem audaciosamente o querer em ser , sentem o
desafio da inferioridade momentânea e transformam-na em
triunfos, experimentam grandes emoções, conhecem imensas devoções,
desfrutam, no final, o sabor de elevadas realizações e, em situações
adversas, se falham, tombam lutando galhardamente por um ideal, de forma tal
que jamais terão lugar entre as almas abúlicas, amorfas e ignotas
que não viveram a sensação da derrota ou da glória.
Por ocasião da guerra com os zulus em 1879, a Rainha Vitória
declarou a Disraeli uma verdade inesquecível:
Recebemos uma grande lição nunca seguida: jamais deixar o Exército
e a Marinha tão sem fundos que sejam obrigados a grandes despesas às
pressas (...). A verdadeira economia consiste em estarmos sempre preparados.
Constitui, pois é bom lembrar , autêntico desserviço
à nacionalidade brasileira, neste momento, não datar, não
relatar, não referenciar acontecimentos históricos que, há
sessenta anos, deram rumos diferentes ao processo evolutivo do Brasil.
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