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10 de março de 2010 (quarta-feira) |
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COLETES À PROVA DE BALAS Comprados em leilão público Polícia Civil investiga venda de coletes à prova de balas para criminosos Carlos Carone
A Polícia Civil abriu investigação para apurar a denúncia de que coletes à prova de balas estariam caindo nas mãos de criminosos. Os equipamentos de proteção, após vencido o prazo de alidade, de cinco anos, teriam sido vendidos em um leilão público da própria Polícia Civil, realizado em12 de dezembro último, na cidade do Guará. O caso, que fere uma normatização estipulada pelo Ministério do Exército, foi repassado para o Departamento de Atividades Especiais (Depate) pela direção-geral do órgão. De acordo com uma denúncia recebida pelo Jornal de Brasília, ao menos 250 coletes já estariam as ruas. Oito deles teriam sido apreendidos duas semanas após o leilão, com um homem, em Ceilândia. O suspeito estaria comercializando os equipamentos de proteção sem a devida autorização. inda segundo a denúncia, durante o leilão de veículos apreendidos em operações de combate ao tráfico e drogas, um lote de quatro coletes teria sido apregoado pelo irrisório valor de R$ 100. catálogo de bens que fizeram parte do leilão e deveriam estar à disposição na internet foi retirado do ar. No entanto, por meio de um site de buscas na web é possível ver que o lote 327 relacionava quatro coletes à prova de bala pelo valor de R$ 100. A reportagem do Jornal de Brasília esteve no local onde foi realizado o evento e tentou ter acesso ao processo do leilão, que deveria ser de domínio público. Mas o documento não foi entregue pelos organizadores. Segundo uma leiloeira que conduziu os pregões, nenhum lote de coletes à prova de balas foi exposto aos lances. "Pelo que me lembro, esse leilão contou apenas com 31 veículos apreendidos em operações envolvendo o combate ao tráfico de drogas", afirmou, lembrando que o local onde foi realizado o leilão conta com um pool de leiloeiros.
Caso será investigado
O diretor-geral adjunto da Polícia Civil, delegado Alval Cardoso de Matos, explicou que, esporadicamente, coletes à prova de balas são apreendidos em ações policiais. Sobre os equipamentos terem sido leiloados, o delegado disse não ter nenhuma informação confirmada sobre o fato, mas determinou que a Divisão de Inteligência Policial (Dipo) investigasse a denúncia. "Não recebemos qualquer tipo de informação sobre esse caso. Se realmente isso aconteceu é um absurdo e precisa ser investigado. Se coletes vencidos estiverem sendo leiloados é um fato muito grave", disse. Adval Cardoso afirmou que todos os equipamentos usados pelos agentes são recolhidos pelo Departamento de Administração Geral (DAG) da Polícia Civil e enviado diretamente para o Comando- Geral do Exército, conforme a portaria Nº 022, de dezembro de 2002, do Comando do Exército. "Temos o maior cuidado com esse tipo de equipamento, como coletes, armas e munições, que são apreendidos e depois remetidos ao Exército Brasileiro", garantiu o diretor-geral adjunto da Polícia Civil. De acordo com a norma do Ministério do Exército, os coletes à prova de balas devem ser identificados de maneira inequívoca, com o nome do fabricante, modelo, nível de proteção, número de série, data de fabricação e prazo de validade do produto. A informações podem ajudar a polícia a identificar os equipamentos, caso sejam alvo de apreensões futuras. O leilão dos coletes seriam uma forma bem mais prática e barata de adquirir os equipamentos, já que nas lojas especializadas em armas e munições, um equipamento semelhante custa, em média, R$ 1,5 mil. Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) Érito Cunha, a possibilidade de criminosos utilizarem coletes para cometerem crimes pode deixar o trabalho dos policiais ainda mais perigoso. "Com certeza um assaltante teria muito mais segurança e audácia na hora de agir. É muito melhor usar um colete vencido, que pode ajudar a amortecer a bala, do que não usar nada", analisou. |
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Filme mostra um Brasil moderno Victor Affonso Especial para A CRÍTICA
Um Brasil moderno, poderoso, fortemente armado e tecnologicamente avançado. Não é assim que o País é habitualmente retradado em grandes filmes nacionais. Porém, “Segurança nacional”, longa-metragem com estreia prevista para 7 de maio, promete mudar esse foco. A trama é simples, se levarmos em consideração uma produção hollywoodiana: Um agente secreto do orgão de inteligência nacional é enviado pelo presidente da República para impedir que uma rede internacional de narcotráfico ameace a segurança do País, e aproveita para tentar salvar a namorada. Para Roberto Carminatti, diretor e roteirista de “Segurança nacional”, é importante fazer filmes brasileiros que realcem esse lado do País. “Morei muito tempo nos Estados Unidos (onde se formou em cinema) e tive a oportunidade de estudar o impacto de filmes na sociedade, e que alguns até ajudam a divulgar o país e fazem os jovens ter um sentimento de patriotismo”, ele esclareceu em entrevista a A CRÍTICA.
Nacional A regionalização do filme fica por conta, além das locações (Manaus, Florianópolis e Brasília), do elenco: o ator Thiago Lacerda interpreta Marcos Rocha, agente da Abin (Agência brasileira de inteligência), enquanto Milton Gonçalves encarna o presidente. “Segurança nacional” conta ainda com Gracindo Junior, Ailton Costa, Ângela Vieira e Viviane Victoretti. A participação internacional fica por conta de Joaquin Cosio, que viveu o vilão no último filme do James Bond (“Quantum of solace”), como um megatraficante. “Quando escrevi o roteiro, já tinha em mente os atores que eu queria para os papéis”, comenta Roberto. “Depois eu apresentei o projeto a eles que, felizmente, gostaram da ideia e aceitaram participar”, acrescenta. As gravações do filme, que teve apoio das Forças Armadas, começaram em 2006. “Também houve dois anos de treinamento com o Exército”, revela o diretor, afirmando que essa foi a primeira vez que procuraram as Forças Armadas para fazer um filme de ficção. “É um orgão muito bom, com pessoas se dedicando ao Brasil, e é isso que eu quero passar”, comenta Roberto.
Forças Armadas Em Manaus, a equipe realizou gravações no Cigs e na base aérea do Estado, já que a trama envolve o Sistema de vigilância da Amazônia (Sivam). Além de aeronaves R-99, que a força brasileira utiliza, também foi utilizado o AeroLula. “Eu prefiro ‘aeronave presidencial’”, corrige Roberto. “Poder entrar com os atores no avião do Presidente ajuda a contar a história, sabe?”, ele indaga. “Procuramos realizar testes antes do lançamento”, informou Roberto. “Conseguimos passar a mensagem desejada. As pessoas descobriram coisas que não sabiam (sic) sobre seu próprio País. Também se animaram em ver o Thiago Lacerda como heroi salvando o Brasil, que é diferente de ver o Bruce Willis salvando Nova York”, finaliza, rindo. |
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Deputados favoráveis ao projeto destacam defesa como tema nacional; críticos apontam falta de mais discussão
O projeto de reorganização das Forças Armadas representa a consolidação definitiva do Ministério da Defesa e transforma a estratégia nacional de defesa em política de Estado, em vez de política de governo. A avaliação é do relator da proposta na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Raul Jungman (PPS-PE), que destacou vários pontos positivos no texto, como a ampliação das responsabilidades do Congresso Nacional que, a partir de agora, deverá, a cada quatro anos, atualizar a estratégia nacional de defesa. Outra mudança significativa, conforme o deputado, será uma ação mais efetiva das Forças Armadas no combate ao tráfico de drogas e de armas e aos crimes ambientais. Além disso, afirmou, a obrigação de que todas as compras das Forças Armadas obedeçam a uma diretriz única do Ministério da Defesa proporcionará economia, redução de custos, e um grande impulso à indústria bélica nacional. Para o relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, José Genoíno (PT-SP), o projeto traz a questão da defesa para a agenda nacional. A modernização das Forças Armadas, afirmou, está em curso e constitui “grande avanço, inclusive nas relações, cada vez mais democráticas, entre os poderes civil e militar”. Para Genoíno, a aprovação do projeto representa um passo necessário para ser tratada, depois, a questão salarial das Forças Armadas. Também em apoio à proposta, Marcondes Gadelha (PSC-PB) disse que a defesa, agora, passa a ser assunto de toda a sociedade, e não só militar. Poder do ministro - Jair Bolsonaro (PP-RJ), entretanto, criticou o projeto, dizendo não concordar com o poder de veto dado ao ministro da Defesa quanto à escolha dos futuros oficiais generais. “O projeto dá muita força ao ministro, e nem sempre teremos a sorte de ter um como o Nelson Jobim. Já tivemos muitos ministros que foram uma desgraça”, afirmou o deputado, que criticou, também, os salários dos militares. “Hoje um coronel da PM do Distrito Federal ganha mais que um almirante de esquadra”, comparou. Também contrário à matéria, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) alegou não ter havido a devida discussão. “Esse projeto atropelou as comissões e as nossas consciências”, afirmou Hauly, que acusou o governo de querer impor o texto a menos de dez meses do fim do mandato. “Por que não esperar o próximo governo, qual é a pressa?”, perguntou, prevendo que o Senado “não admitirá uma tramitação açodada”. Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) cobrou uma remuneração “mais condigna e regras de posse de arma mais flexíveis para os militares”. Dúvidas jurídicas - Na opinião de Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), o projeto “é bom, mas deixou de ser ótimo”, porque o governo interrompeu a discussão, impedindo a incorporação de contribuições como a de Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), que reforça o poder de polícia das diversas instituições militares. Segundo Mendes Thame, o melhor do projeto é que ele consolida a concepção de Estado Maior introduzida pelo governo FHC |
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